Conheça a história de Bruno Guimarães, o melhor volante no futebol brasileiro

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Volante festeja seu gol em cima do Inter, na final da Copa do Brasil (Joka Madruga/Futura Press)
Volante festeja seu gol em cima do Inter, na final da Copa do Brasil (Joka Madruga/Futura Press)

Autor do gol da vitória do Athletico Paranaense na primeira partida final da Copa do Brasil, Bruno Guimarães, de 21 anos, é hoje um dos mais desejados jogadores em atividade no futebol brasileiro. Na última janela, por exemplo, o volante teve propostas do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, e do Shanghai Shenhua, da China. Agora, é o Atlético de Madrid quem o namora.

Mas antes de virar ídolo do torcedor do Furacão e chamar a atenção de clubes pelo mundo, Bruno Guimarães Rodriguez Moura passou por poucas e boas. Como por exemplo quando foi reprovado em testes no Flamengo e no Fluminense, clubes de sua cidade natal - ele nasceu e cresceu no bairro de São Cristóvão, na zona norte.

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O jeito para o filho do taxista Dick e da vendedora Márcia foi começar pelo caminho mais longo: um time pequeno, no caso o Audax, também do Rio. Depois de dois anos, surgiu o convite para defender o Audax de São Paulo, mais estruturado, na elite do futebol paulista e bem perto dos olhos do dono do clube.

Era a hora de se despedir do colo dos pais. Mas, apegado, o único filho do casal sempre deu seus pulos para se manter perto. A camisa 39 que veste no Athletico, por exemplo, é uma homenagem ao pai, que foi por mais de 20 anos taxistas no Rio de Janeiro e usava tal número como prefixo.

Bruno Guimarães disputou apenas um Campeonato Paulista pelo Audax, em 2017 - ele tinha sido puxado para o time principal por Fernando Diniz com 16 anos de idade. E, logo no primeiro torneio, já despertou o interesse do Furacão, que o levou para Curitiba.

Foi nessa mesma época que São Paulo e Palmeiras tentaram contratá-lo. Mas as condições do negócio oferecidas não agradaram o Audax.

Hoje, para tirá-lo da Arena da Baixada, somente mediante pagamento da multa rescisória, que é de R$ 80 milhões para clubes brasileiros e quase R$ 180 milhões para interessados no exterior. “O Athletico já avisou que nem se senta para conversar sobre venda. O Bruno só sai se pagarem a multa”, revela um amigo do volante.

E nem o pagamento da multa é garantia de negócio. Na última janela, que se encerrou recentemente, o Shanghai Shenhua ofereceu os 40 milhões de euros estabelecidos no contrato para a quebra - que equivalem aos R$ 179,7 milhões. Sem ter o que fazer, o Furacão não se opôs. Mas Bruno Guimarães rejeitou a proposta.

Importante: ele teria direito a um salário de US$ 1,2 milhão por mês, ou seja, incríveis R$ 5 milhões mensais. Bruno Guimarães ganha no Rubro-Negro muito, mas muito menos. Com seu salário atual, ele precisaria de quase oito anos para se igualar à grana referente a um mês na China.

O “não” tem tudo a ver com o fato de o volante não se ver jogando do outro lado do mundo, em um campeonato com pouca notoriedade. A recusa talvez tenha a ver com o desejo do Atlético de Madrid em comprá-lo. Quando adquiriu Renan Lodi, semanas atrás, o clube espanhol conseguiu a prioridade de Bruno Guimarães.

Fã de Iniesta, o carioca tem dois grandes sonhos de momento para a carreira: virar ídolo do torcedor athleticano e chegar à seleção brasileira - o que talvez só não ocorreu nos dois últimos amistosos por causa da presença de seu time na final da Copa do Brasil.

Caseiro, ele vai esperar uma nova chance com calma, bem ao seu estilo. E acompanhado da cachorra Mel, uma de suas maiores paixões longe dos campos.

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