Conheça Wenrry, o 'Ronaldinho Japonês' que driblou o preconceito para chegar ao Santos

Wenrry é uma das promessas das categorias de base do Santos (Foto: Divulgação)


Natural de Iwata, uma cidade localizada no Oeste de Shizuoka, no Japão, o ponta Wenrry, o Ronaldinho Japonês, da equipe Sub-15 do Santos, assinou seu primeiro contrato de formação com o clube recentemente. O jogador é filho de pai brasileiro e uma mãe nipônica, e mesmo com pouca idade já tem um contrato de multa milionária.

Quem conta a história de vida do garoto é Wilson, o pai do jogador. O garoto precisou vencer o preconceito para conseguir trilhar os caminhos no mundo do futebol. Ele ficou marcado por facilidade nos dribles, por isso herdou o apelido de Ronaldinho Gaúcho.

- Desde seus primeiros passos no futebol, ele precisou mostrar o dobro dos outros garotos. Ele fazia isso naturalmente, não percebia que existia esse preconceito por ele ser negro - disse Wilson.

Ao passar do tempo, ganhou destaque em times japoneses de futsal, como o Jubilo Iwata e o Seirei. Por quebrar o estilo de jogo tradicional, o jovem foi convidado para treinar na filial do Real Madrid. Zico, maior ídolo da história do Flamengo, e Edmílson, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, o ajudaram a definir planos para o futuro.

- Jogar essa modalidade ajudou o Wenrry a ter um raciocínio mais rápido com a bola no pé. Com isso, ele consegue demonstrar uma bola com qualidade técnica para driblar e criar jogadas ofensivas para o seu time. Ter o contato com o Zico e o Edmílson nos ajudou a chegar até esse momento. Foi muito importante para tomar os próximos passos da carreira dele - diz o pai.

No Brasil, Wenrry teve uma breve passagem pelo Palmeiras ainda neste ano. O garoto de 14 anos fechou vínculo com o Peixe até agosto de 2025, ano em que completa a maioridade. Também ficou estabelecido em contrato uma multa rescisória no valor de R$ 28 milhões para times do futebol brasileiro e 5 milhões de euros (26,46 milhões de reais na cotação atual) para clubes estrangeiros.

- Sabemos da pressão que ele tem em se transformar em um grande jogador. Mas sempre explico para ele que tudo bem com o trabalho e com o tempo. Ele está tranquilo em relação a isso - conclui Wilson.