Conheça os 12 criadores da Superliga Europeia de futebol

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Florentino Perez, presidente do Real Madrid

Produtor de cinema espanhol, filho de um bilionário chinês, representante de um fundo soberano de Abu Dhabi ou donos de franquias esportivas americanas: estes são os 12 personagens que criaram a Superliga Europeia, projeto de torneio independente que agitou o cenário do futebol.

. Florentino Pérez (Real Madrid)

Reeleito sem oposição em 13 de abril para um sexto mandato como presidente do Real Madrid (o quarto consecutivo), Pérez é o primeiro presidente da Superliga.

Presidente do poderoso grupo de construção ACS, ele defendeu sua visão do novo projeto na noite de segunda-feira: “O futebol tem que mudar e se adaptar (...) Não é coisa de rico. Nós fazemos isso para salvar o futebol, que está em um momento crítico ".

. Joan Laporta (Barcelona)

Mais uma vez à frente do Barça, Laporta, advogado de formação, foi o arquiteto (entre 2003 e 2010) do Barcelona que, com Lionel Messi, Xavi Hernández e Andrés Iniesta, entre outros, dominou o futebol europeu.

Florentino Pérez admitiu que não teve problemas para convencer Laporta a se juntar ao projeto da Superliga.

. Enrique Cerezo (Atlético Madrid)

Este produtor de cinema espanhol preside o clube de Madri desde 2003 e controla 15% do seu capital, sendo o acionista maioritário Miguel Ángel Gil Marín, filho de Jesús Gil, antecessor de Cerezo na presidência do Atlético.

Em abril de 2016, Cerezo garantiu em entrevista ao jornal inglês Daily Mail que não era a favor de uma Superliga Europeia: "O sentimento que une cada país ao seu futebol, aos seus jogadores e aos seus campeonatos estaria perdido."

. Andrea Agnelli (Juventus)

Até domingo passado, era considerado um defensor da reforma da atual Liga dos Campeões, mesmo aos olhos do presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, com quem tinha uma grande amizade.

No entanto, a Juventus é um dos 12 clubes fundadores da Superliga e seu presidente (45 anos) foi nomeado vice-presidente da nova estrutura privada.

Um golpe teatral que surpreendeu Ceferin e que prejudicou a imagem do dirigente italiano, que revolucionou a Juventus desde sua chegada em 2010.

. Steven Zhang (Inter de Milão)

O jovem presidente da Inter (29 anos) é filho do bilionário chinês Zhang Jindong, patrono do grupo Suning, que desde 2016 detém a maioria do capital da equipe da Lombardia.

O conglomerado industrial vive um momento de graves dificuldades financeiras , o que levou a levar até a morte do Jiangsu FC, o último campeão da liga chinesa.

Desde o início deste ano, ele busca investidores que possam equilibrar as contas da Inter e a promessa de um aumento significativo nas receitas da Superliga tem sido um forte argumento para convencê-lo a aderir ao projeto.

. Ivan Gazidis (Milan)

O sul-africano Ivan Gazidis (56) dirige o Milan desde que o clube passou em 2018 para o fundo americano Elliott.

Líder sênior da Liga Americana de Futebol (MLS) por 14 anos e mesmo tendo chegado ao Arsenal (2008-2018), ele poderia ter desempenhado um papel fundamental na criação da Superliga, escreveu o jornal La Repubblica neste domingo.

Sob sua liderança, o Milan redescobriu certa estabilidade financeira e esportiva, em um momento em que o segundo clube com mais títulos da Liga dos Campeões está há sete temporadas (2013-2014) longe do torneio e, portanto, não receba a receita que esta competição lucrativa proporciona.

. Joel Glazer (Manchester United)

Vice-presidente da Superliga, estrutura que pretende criar a nova competição europeia com um formato quase fechado, o coproprietário do Manchester United tem sido um dos maiores impulsionadores do movimento dissidente dos 12 clubes.

A compra do clube histórico em 2003 com uma dívida que ainda pesa nos cofres da entidade já deu muito o que falar, e em todos esses anos os juros que o próprio clube teve que pagar pela dívida chegam a 900 milhões euros (cerca de 1,084 bilhão de dólares).

. Ferran Soriano (Manchester City)

Com Txiki Begiristain, diretor de futebol, e Pep Guardiola, técnico, Soriano é o terceiro integrante com um passado no Barcelona contratado pelos grupo dos Emiados Árabes proprietário do Manchester City.

O projeto Superliga corresponde à política agressiva de marca dos 'City', que também possui uma dezena de franquias em todo o mundo.

. Roman Abramovich (Chelsea)

Ao adquirir o Chelsea em 2003, o empresário russo-israelense foi quase o precursor da onda de compras de clubes ingleses por investidores estrangeiros.

O equilíbrio desportivo é exitoso, uma vez que, desde a sua chegada a Stamford Bridge, nenhum outro clube inglês conquistou mais títulos do que os 'Blues', incluindo uma Liga dos Campeões e cinco campeonatos ingleses.

Os 250 milhões de euros (cerca de 300 milhões de dólares) gastos no 'mercado' do verão passado, em plena pandemia, mostram que o cofre do clube não está vazio, ao contrário dos outros fundadores da Superliga.

. Stan Kroenke (Arsenal)

Acionista majoritário do Arsenal por uma década e único desde 2018, Kroenke liderou o clube em seu lento declínio nos últimos anos. Após 19 temporadas consecutivas na Liga dos Campeões, os Gunners não competem no maior torneio de clubes da Europa desde a temporada 2015-2016.

Os torcedores do clube londrino costumam criticar o magnata americano, que também é dono do time de basquete da NBA Denver Nugetts e da equipe de futebol americano (NFL) Los Angeles Rams, po pouco comparecer aos jogos do time .

. John Henry (Liverpool):

O Fenway Sports Group, empresa de Henry, salvou o Liverpool da falência da entidade histórica após a gestão desastrosa dos compatriotas Tom Hicks e George Gillett.

A Liga dos Campeões em 2019 e o primeiro título do Campeonato Inglês em 30 anos em 2020 reforçaram sua reputação de 'destruidor de tabus' depois que ele levou o o time de beisebol americano Boston Red Sox ao seu primeiro título de campeão da Major League Baseball em 2004 após 86 anos de espera.

Mas a sua decisão de participar na Superliga pode prejudicar sua imagem junto a muitos torcedores apegados aos valores sociais do clube.

. Daniel Levy (Tottenham)

O simples fato do Tottenham ter sido convidado para fazer parte do núcleo dos 12 clubes fundadores da Superliga evidencia todo o trabalho realizado ao longo de 20 anos por Levy à frente do Spurs, cujo último título da Liga dos Campeões foi conquistado há 60 anos e que não levanta um troféu há 13.

A construção de um estádio ultramoderno que custou mais de 1 bilhão de euros deve-se em grande parte a este diretor de gestão do grupo Eric, especializado em esportes, entretenimento e mídia, embora a pandemia tenha alterado seu projeto para converter o novo estadio em espaço para grandes eventos culturais e esportivos (boxe, NFL).

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