Confira 10 gols marcantes do Rei do Futebol

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pelé marcou 1.283 gols, de todas as formas, ou quase todas. Afinal, o Rei do Futebol tornou famoso também os gols que não fez, como aconteceu na Copa de 1970.

O eterno camisa 10 do Santos e da seleção brasileira era decisivo. Fez gols nas quatro Copas que disputou, incluindo na finais de 1958 e de 1970. Também marcou em título da Libertadores e de Mundial, pelo Santos. Em Campeonato Paulista, então, nem se fala.

Abaixo, confira dez gols marcantes do Atleta do Século, incluindo de pé direito e de pé esquerdo, de falta e de pênalti, dando um chapéu ou dois...

Brasil 1 x 0 País de Gales (1958)

O primeiro gol de Pelé em Copas também é um dos mais bonitos. O atacante de 17 anos recebeu a bola dentro da área, de costas para o gol. Matou no peito, puxou a bola girando o corpo e completou para o gol. O resultado levou o Brasil à semifinal do Mundial.

Suécia 2 x 5 Brasil (1958)

O título já estava definido quando Pelé recebe a bola no fim do jogo, mata no peito já se livrando de um zagueiro, aplica um chapéu no segundo e chuta antes de a bola cair para definir o placar. Foi um dos gols mais bonitos da história das Copas.

Juventus 0 x 4 Santos (1959)

O gol marcado na rua Javari, no dia 2 de agosto de 1959, quando o Rei tinha 19 anos, é considerado pelo próprio Pelé o mais bonito de sua carreira. Ele fazia uma partida apagada até receber de Dorval, driblar o primeiro zagueiro e começar a distribuir chapéus para zagueiros e goleiro, sem deixar a bola tocar a grama, para depois completar de cabeça. O gol não foi filmado, mas ganhou uma reprodução digital, que está no vídeo abaixo, depois de 1 minuto e 20 segundos.

Brasil 2 x 0 México (1962)

A Copa de 62 foi curta para Pelé, que se machucou logo na segunda partida e assistiu do lado de fora a conquista do bicampeonato do Brasil. Mas o camisa 10 da seleção teve tempo de marcar, na estreia, contra o México. Em seu melhor estilo, driblou rivais, equilibrou o corpo para não cair e concluiu com o pé esquerdo.

Benfica 2 x 5 Santos (1962)

Depois de ganhar a primeira partida no Mundial de Clubes de 1962, no Maracanã, o Santos foi ao Estádio da Luz, casa do Benfica, e voltou a vencer, com atuação de gala de Pelé. Alguns apontam a partida como uma das melhores daquele Santos. Pelé marcou três vezes, com destaque para o segundo gol, dando um drible de corpo em um adversário, passando por outros zagueiros e finalizando em chute cruzado com o pé esquerdo.

Boca Juniors 1 x 2 Santos (1963)

No jogo de ida da final da Libertadores no Maracanã, o Santos venceu por 3 a 2. Na volta, na mítica Bombonera, Pelé apanhou bastante dos marcadores do Boca, que saiu na frente. O Santos empatou no primeiro tempo, com assistência de Pelé; e foi o camisa 10 que fez o gol que valeu o bicampeonato ao time da Vila. Hostilizado também pela torcida, Pelé vibrou muito com o gol.

Brasil 2 x 0 Bulgária (1966)

Em sua terceira Copa, na Inglaterra, Pelé foi caçado em campo e o Brasil, desorganizado, foi eliminado na fase de grupos após derrotas para Hungria e Portugal, ambas por 3 a 1. Mas na estreia, o rei marcou de falta, acertando cobrança forte na vitória contra a Bulgária, no estádio Goodison Park, do Everton.

Santos 3 x 1 Corinthians (1969)

Pelé conquistou dez títulos paulistas, incluindo o de 1969, conquistado em um quadrangular final. No primeiro jogo, contra o Corinthians, fez dois golaços, com destaque especial para o primeiro, no qual recebe a bola, mata no peito, dá um chapéu no zagueiro Ditão, arruma novamente com o peito e marca sem deixar a bola tocar o gramado.

Vasco 1 x 2 Santos (1969)

O aguardado milésimo gol foi em um de seus principais palcos, o Maracanã. O Santos saiu atrás do placar, empatou no segundo tempo e, já perto do fim do jogo, teve um pênalti a seu favor. Como se fosse em uma disputa de pênaltis, todos os jogadores do Santos foram para o meio de campo; só vascaínos esperavam por um rebote, que não veio. Pelé bateu firme, no canto esquerdo do goleiro Andrada e o gramado logo foi invadido por centenas de jornalistas.

Brasil 4 x 1 Itália (1970)

Em sua quarta e última Copa, Pelé foi o melhor jogador da competição, na qual fez papel de goleador e garçom. Na final, abriu o placar com uma cabeçada forte e certeira, uma de suas muitas armas. No vídeo abaixo dá para ver também as duas assistências, incluindo a do memorável gol de Carlos Alberto Torres, o último da Copa.