Confederação de vela quer aumentar a presença de mulheres no esporte

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A Confederação Brasileira de Vela (CBVela) promoveu na última quarta-feira, em formato online, um evento inédito sobre o papel das mulheres na modalidade. O encontro teve como objetivo debater e pensar em projetos no esporte para abrir portas para as velejadoras, incentivando cada vez mais a presença de atletas, praticantes, técnicas, árbitras e gestoras no dia-a-dia da vela brasileira, dona de 19 medalhas olímpicas.

O painel foi conduzido pela medalhista olímpica Isabel Swan, atual coordenadora de Esportes Femininos do COB, e contou com as participações do presidente da CBVela, Marco Aurélio de Sá Ribeiro, da treinadora de Optmist do Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), Rafaela Salles, de Samuel Gonçalves, da Academia Brasileira de Vela, da treinadora Martha Rocha e de Maria Hackerot, velejadora e pesquisadora doutoranda da USP.

O evento “Mulher no Esporte Vela” foi idealizado em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Academia Brasileira de Vela.

- Acredito que a gente precisa dar uma atenção muito especial para a vela feminina no Brasil. Viemos aqui organizar esse primeiro encontro para criar um planejamento e um primeiro contato para que todas as mulheres possam interagir e mandar sugestões. É o primeiro passo, a gente pretende ter encontros recorrentes para não deixar essa chama apagar e ter cada vez mais força - disse Isabel Swan, bronze em Pequim 2008 na classe 470 ao lado de Fernanda Oliveira.

O trabalho realizado com as mulheres na CBVela já reflete em bons resultados alcançados nas Olimpíadas. Oito anos depois do bronze na 470, Martine Grael e Kahena Kunze fizeram história ao levar o ouro da classe 49er FX na Rio 2016. Em Tóquio 2020, a duas repetiram o feito e conquistaram o bicampeonato.

No encontro, o presidente Marco Aurélio de Sá Ribeiro elogiou a iniciativa e colocou uma meta importante de que 50% da comissão técnica nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, seja composta por mulheres.

- Incentivamos também as mulheres a assumirem mais posições nos clubes e nas federações estaduais, onde atualmente a presença masculina é predominante. Assim as mulheres ganham mais presença e representatividade na Assembleia da CBVela - pontuou o presidente da CBVela.

Foram anunciadas pela Confederação e pela Academia Brasileira de Vela medidas como a realização de festivais voltado para as mulheres, workshops para capacitação de treinadoras, oportunidades de cursos e estágios no exterior para gestão no esporte e bolsas de estudos para se capacitar dentro da própria Academia.

- Graças à parceria do COB com a CBVela, todas as mulheres que quiserem se capacitar na Academia Brasileira de Vela já tem garantida uma bolsa de estudo que pode chegar a quase 100% do valor do curso - anunciou Samuel Gonçalves, representante da Academia.

O Brasil também se lançou para realizar eventos de nível internacional, como o Mundial de Snipe, marcado para outubro deste ano no Yacht Club Paulista, em São Paulo (SP), com mais de 35 duplas confirmadas. Paola Prada, organizadora da competição e velejadora, também esteve no debate da CBVela e do COB. Em outros eventos locais, como a Semana de Vela de Ilhabela e Circuito Rio, as velejadoras cada vez se credenciam mais!

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