Condenado à prisão perpétua, homem alega ter morrido para pedir anulação da pena

Homem tenta 'anular' prisão perpétua nos EUA - Foto: IOWA DEPARTMENT OF CORRECTIONS
Homem tenta 'anular' prisão perpétua nos EUA - Foto: IOWA DEPARTMENT OF CORRECTIONS

A Justiça dos EUA negou liberdade a um homem condenado à prisão perpétua por assassinato. O presidiário alegou ter concluído sua pena depois de “morrer” temporariamente. As informações são da BBC News.

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Benjamin Schreiber, de 66 anos, foi condenado a prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional, no Estado de Iowa por espancar um homem até a morte em 1996.

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Em seu pedido de soltura, Benjamim alegou que sua pena terminou quando seu coração parou de bater quatro anos atrás, ainda que ele tenha sido ressuscitado posteriormente. O tribunal, por sua vez, alegou que a argumentação do preso não era “convincente".

Para a corte, é “improvável” que o homem estivesse morto, já que ele próprio assinou os documentos para dar entrada no pedido de liberdade.

Há quatro anos, Benjamim desenvolveu uma bacteremia (presença de bactérias no sangue) proveniente de predas nos rins. Ele acabou sofrendo uma para cardíaca e teve que ser ressuscitado por médicos no hospital. Depois da recuperação total, ele retornou ao presídio para seguir cumprindo sua pena.

No pedido, Benjamim alega que foi ressuscitado contra sua vontade e que sua "morte" temporária significou que sua pena de prisão perpétua foi tecnicamente finalizada.

Depois de a Justiça negar o pedido, o advogado de Benjamim disse que iria recorrer. A corte ainda acrescentou que sua pena não terminaria até que um perito médico declarasse oficialmente o óbito.

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