Como Um Tira no Jardim da Infância, comédia com Schwarzenegger, foi "cancelada" nos EUA

Rafael Monteiro
·2 minuto de leitura
Arnold Schwarzenegger em cena de Um Tira no Jardim de Infância (reprodução)
Arnold Schwarzenegger em cena de Um Tira no Jardim de Infância (reprodução)

Um Tira no Jardim da Infância, comédia estrelada por Arnold Schwarzenegger, foi durante muito tempo considerado um clássico dos anos 1990. A imagem da comédia, exibida muitas vezes na Sessão da Tarde no Brasil, no entanto, sofreu um grande abalo nos últimos dias após uma sessão do filme ter sido cancelada em um cinema drive-in dos Estados Unidos.

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O filme estava previsto para abrir um festival chamado de "Cinema Unbound", no NW Film Center, em Oregon, no dia 6 de agosto, ao ar livre. A escolha, no entanto, foi revista após ser duramente criticada no Twitter. Em tempos de protestos contra ações racistas de policiais, muitas pessoas acusaram o longa de romantizar a ação dos agentes de segurança nas escolas estadunidenses.

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"Não há nada divertido nos policiais que traumatizam crianças. A situação nacional de abuso da força policial é um momento estranho para reviver 'Um Tira no Jardim de Infância'", escreveu a escritora Lois Leveen no Twitter, lembrando que crianças afro-americanas, latino-americanos e de outras etnias são presas com frequência no país.

No filme, Schwarzenegger interpreta um detetive que, em busca de um traficante de drogas, decide se disfarçar de professor infantil para descobrir o paradeiro do criminoso por intermédio do seu filho. O longa foi todo filmado em Oregon - o que justificou, segundo os organizadores do evento, a presença dele na abertura do festival.

De acordo com a Willamette Week, a NWFC disse que decidiu retirar o filme da programação devido à má repercussão da escolha nas redes sociais. No lugar da comédia será exibido 'Good Trouble', documentário sobre deputado e ativista dos direitos civis John Lewis, que morreu no mês passado.

"Crianças de 5 e 6 anos são algemadas e levadas para a prisão rotineiramente neste país. E essa criminalização de crianças aumenta drasticamente quando policiais são designados para trabalhar nas escolas", comentou Leveen, que precisou mudar a sua conta no Twitter para “privada” por medo da repercussão dos seus comentários.

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