Como os seguranças do Palmeiras evitaram a 'tragédia' em Montevidéu

Thiago Ferri

Normalmente, o Palmeiras viaja com cerca de cinco seguranças quando joga fora de casa. Mas depois do clima tenso no confronto com o Peñarol (URU) no Allianz Parque, o efetivo foi bem maior no Uruguai: eram 14 os seguranças com a delegação. A decisão acabou sendo decisiva para evitar que ocorresse a "tragédia" citada por Alexandre Mattos e Maurício Galiotte.

Prevendo um ambiente hostil, de guerra, realmente, o Verdão foi precavido na ida a Montevidéu. Quando acabou a partida e os jogadores uruguaios partiram para cima dos brasileiros, especialmente Felipe Melo, os seguranças que estavam perto dos vestiários tentaram ir a campo para defendê-los, mas a porta de acesso estava fechada, com um funcionário do Peñarol ainda os atrapalhando - Prass, por exemplo, acredita que o ataque estava premeditado. Após tirar o uruguaio do caminho, o próximo passo foi forçar a porta para ajudar os atletas, até então presos no campo do adversário.

Além de evitar mais agressões dentro do gramado e escoltar o elenco na saída dele, os seguranças fizeram um cordão para afastar os jogadores dos dois times e deixar o Palmeiras seguir ao seu vestiário. Até Eduardo Baptista estava bastante exaltado no trajeto para a parte interna do estádio. Alguns jogadores apresentavam marcas do confronto, como Willian, que estava com o rosto arranhado. Ainda houve troca de xingamentos e algumas provocações dos palmeirenses, vencedores do duelo de virada. Michel Bastos, no fim do confronto, teve de ser contido após se irritar com as ofensas dos uruguaios.

- O Egídio me relatou ali que tinha jornalista do Uruguai pegando negócio para bater. Segurança com boca inchada, Willian e Prass machucados, um jornalista deu no Egídio. Felizmente o Palmeiras teve a lucidez de se proteger, senão a tragédia seria muito pior aqui hoje - afirmou o diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos.

Depois de um paredão humano feito pelos funcionários do Verdão para evitar invasões no vestiário, cada time seguiu para um lado e o clima se tranquilizou. Ainda assim, seguranças do estádio continuaram no local e inclusive demoraram a liberar a entrada da imprensa no local para a entrevista coletiva de Eduardo Baptista.

Todos que falaram após o jogo, diretores e jogadores elogiaram o trabalho dos seguranças, dizendo que se não fosse por eles o pior teria acontecido. Antes de deixar o estádio Campeón del Siglo, o gerente de futebol Cícero Souza ainda fez questão de cumprimentar os funcionários.

- O presidente o Peñarol conversou comigo, o pessoal da Conmebol, que os portões foram fechados por questão de segurança. Mas os jogadores iam morrer lá dentro, virou campo de guerra! Esperamos que a Conmebol seja mais rigorosa, que tenha policiamento - completou o presidente Maurício Galiotte.












E MAIS: