Como os esportes americanos vão tratar atletas não-vacinados

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Andrew Wiggins é um dos principais opositores da vacina na NBA (Foto: Lachlan Cunningham/Getty Images)
Andrew Wiggins é um dos principais opositores da vacina na NBA (Foto: Lachlan Cunningham/Getty Images)

Canadá e Estados Unidos são países que a disponibilidade de vacinas é maior do que no Brasil, podendo avançar o processo de vacinação mais rapidamente. Com isso, a exigência da imunização passou a vigorar em mais lugares. Não é o caso da NBA e da NHL, duas das principais ligas esportivas da América do Norte, que estão próximas do início de novas temporadas. 

Apesar de não existir uma exigência de vacinação para os atletas, todos os não-vacinados devem ter vidas bem mais complicadas que as dos completamente imunizados, incluindo não poder jogar e ficar sem parte dos salários por causa disso.

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A NBA não exigiu que seus jogadores se vacinassem, já que a associação de jogadores da liga não aceitou a possível regra antes mesmo dos lados começarem a conversar sobre o assunto. No entanto, atletas que se vacinaram terão uma vida bem mais fácil em relação aos protocolos da liga.

Atletas que se vacinaram não precisarão ser testados regularmente, podem sentar próximos durante atividades do time e nem serão colocados em quarentena caso um contato próximo teste positivo. O confinamento acontecerá apenas se o atleta em questão começar a mostrar sintomar da Covid-19.

Já os atletas não-vacinados terão que fazer testes todos os dias, podendo passar por mais de um em dias de jogos. Eles não poderão se juntar ao restante do elenco nos vestiários ou em atividades da franquia e terão que fazer quarentena se algum contato próximo testar positivo.

No caso de Andrew Wiggins, do Golden State Warriors, e Kyrie Irving, do Brooklyn Nets, a situação já é diferente. Dois dos atletas mais vocais contra as vacinas, eles atuam em cidades - São Francisco e Nova York, respectivamente - que exigem comprovante de vacinação para a entrada em ginásios, impossibiltando que eles atuem em metade dos jogos de suas equipes na temporada.

Até a última segunda (27), quando a maioria das franquias recebeu a imprensa para o dia de mídia, o escritório da NBA tinha o dado de que 90% dos atletas estavam completamente vacinados.

Assim como a NBA, a NHL não estabeleceu que os atletas terão que se vacinar, mas chegou a um percentual mais alto, com cerca de 98% dos jogadores vacinados, de acordo com o vice-comissário Bill Daly. Apesar de não existir um decreto, os não-vacinados devem sofrer bastante durante a temporada do hóquei no gelo.

Diferentemente do que aconteceu nos playoffs da última temporada, em que o Montréal Canadiens enfrentou Vegas Golden Knights e Tampa Bay Lightning, o governo canadense não abrirá exceção de quarentena de 14 dias para atletas que não estejam vacinados.

Com isso, as franquias devem suspender jogadores que não estejam aptos a jogar por não devem vacinados, sem que eles recebam os salários equivalentes ao período. Enquanto isso, atletas vacinados que contraírem Covid-19 continuarão recebendo salários.

Enquanto não existe uma exigência para os atletas, técnicos e membros de comissão técnica dos times da NHL foram exigidos a se vacinar. A nova regra fez com que o Columbus Blue Jackets demitisse o assistente técnico Sylvian Lefebvre após ele se recusar a tomar a vacina.

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