Como a NBA quer diminuir "aliciamentos" de jogadores

Yahoo Esportes
Apresentação de Anthony Davis no Los Angeles Lakers. (Foto: Jevone Moore/Icon Sportswire via Getty Images)
Apresentação de Anthony Davis no Los Angeles Lakers. (Foto: Jevone Moore/Icon Sportswire via Getty Images)

Nos últimos tempos, muito se falou a respeito da era do empoderamento dos jogadores da NBA. Tornou-se muito comum ver atletas pedindo para deixar equipes por já estarem pensando no futuro longe dali, mesmo que ainda tenham em alguns casos muito tempo de contrato. Isso vem acontecendo há alguns anos, e se intensificou recentemente, com casos como o de Anthony Davis e Paul George. Só que, apesar da liga estar contente com o momento que vive, há coisas que incomodam, e as conversas entre times e jogadores que não são da equipe, estão nesse meio.

SIGA O YAHOO ESPORTES NO INSTAGRAM

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Não há maior exemplo de que as regras não são seguidas à risca do que o período de agência livre. Enquanto o mercado teoricamente só abre no dia primeiro de julho, vários jornalistas já reportam para onde os jogadores vão, e nesta temporada a quantidade de negócios fechados antes mesmo das equipes poderem conversar com os atletas, foi imensa.

Leia também:

Há nas regras da NBA, um período de moratório nos primeiros dias de julho, quando aí sim os contratos podem ser acertados mas não assinados, e esse período tem se mostrado inútil, já que a maioria dos atletas já iniciou conversas e já tem em mente qual será o próximo passo da carreira.

Antigamente, a liga fez vista grossa para esse tipo de atitude. E, mesmo quando agiu, as multas foram baixas e as punições também. Em 2017, por exemplo, o Los Angeles Lakers pagou 500 mil dólares por ter enviado representantes para conversar com Paul George, que na época estava sob contrato com o Indiana Pacers. Valor simbólico para uma das mais valiosas franquias do mundo.

Por isso, a partir de 2019, os valores aumentaram e muito para esse tipo de violação das regras da liga. A partir de agora, conversas ilegais com jogadores de outras franquias podem custar até 10 milhões de dólares de multa. Caso a NBA descubra acordos por fora do contrato com os atletas, serão 6 milhões de dólares a menos no bolso da franquia. A liga também promete fechar o cerco, podendo até requisitar as comunicações das equipes e dirigentes com os jogadores, que devem ser gravadas a partir de agora (o que já está gerando polêmica).

O fato é que será difícil a NBA acabar completamente com as "conversas informais" entre equipes e jogadores. No entanto, a liga pretende que o novo sistema crie uma maneira que isso seja descoberto e que as punições sejam aplicadas, já que era evidente que isso sempre aconteceu, mas nunca nada foi feito a respeito, e isso aumentava o poder de barganha dos times de grandes centros em relação àqueles de mercados mais "modestos".

Siga o Yahoo Esportes: Twitter | Instagram | Facebook | Spotify | iTunes | Playerhunter

Leia também