Como foram as reconstruções dos times que perderam atletas em tragédias aéreas

Algumas tragédias deixam deixaram marcas eternas na história do esporte. Vamos relembrar alguns desses casos e como as equipes atingidas pelo infortúnio conseguiram se reerguer. Foto: AP

Algumas tragédias deixam deixaram marcas eternas na história do esporte. Vamos relembrar alguns desses casos e como as equipes atingidas pelo infortúnio conseguiram se reerguer.

Por Rodrigo Borges

Chapecoense, 2016 – O avião que levava a equipe para a disputa da final da Copa Sul-Americana, caiu na Colômbia dia 28 de novembro e matou 19 jogadores, além de dirigentes e integrantes da comissão técnica. Reforçou a equipe com 24 jogadores, sendo nove emprestados e ainda nove promovidos da equipe de juniores que fez bom papel na Copa São Paulo de 2017. O teto salarial da equipe comandada por Vagner Mancini é de R$ 100 mil. Foto: Gazeta Press

Lokomotiv Yaroslavl, 2011 – A equipe russa de hóquei no gelo perdeu seus jogadores no dia 7 de setembro, quando viajava para Belarus para a estreia na Liga Continental de Hóquei depois de vencer sete de nove jogos na pré-temporada. Para sobreviver, o time contou com seis ex-jogadores da forte liga americana, a NHL. Depois do desastre, porém, não conseguiu mais conquistar títulos relevantes – o último deles foi a Superliga Russa, em 2003. Foto: Gazeta Press

Zâmbia, 1993 – Uma das melhores  seleções africanas teve interrompido o sonho de ir à Copa de 1994. A caminho do Senegal, a 18 jogadores foram vítimas da explosão do avião quando saía de Libreville, no Gabão. Em 1994, o craque Kalusha Bwalya, que não estava no voo, levou o time ao vice-campeonato da Copa Africana. Mas foi em 2012 que a Zâmbia viveu a glória ao levar o título continental na mesma Libreville onde a tragédia ocorrera 19 anos antes. Foto: Gazeta Press

Alianza Lima, 1987 – No dia 8 de dezembro, o então líder do Campeonato Peruano perdeu 16 jogadores quando o avião que levava a equipe caiu no Oceano Pacífico. A reconstrução envolveu a promoção de jogadores da base, o retorno da aposentadoria de Teófilo Cubillas, maior ídolo do futebol peruano, e o empréstimo gratuito de quatro jogadores do Colo Colo, do Chile. A equipe demorou uma década para ser campeã peruana, título conquistado em 1997. Foto: AP

Green Cross, 1961 – Em 2015, um grupo de alpinistas encontrou nos Andes restos de um avião. Eram os destroços do voo que levava, em 1961, parte da equipe chilena do Green Cross. O Douglas DC-3 onde viajavam oito jogadores – os demais foram em outro voo – bateu na montanha a 3,2 mil metros de altura e não havia sido encontrado. O campeão chileno de 1945 jamais se recuperou e depois de uma fusão, em 1984 passou a ser apenas Club de Deportes Temuco.

Seleção de patinação artística dos EUA – Em 15 de fevereiro, o primeiro acidente com um Boeing-707 matou em Bruxelas toda a equipe americana que disputaria o Mundial de Patinação Artística, na então Tchecoslováquia. Havia também no voo integrantes da comissão técnica e árbitros. A competição foi cancelada e os EUA só voltaram a ganhar medalhas quatro edições depois, em 1965, na competição disputada em casa, em Colorado Springs: duas pratas e dois bronzes.

Manchester United, 1958 – No dia 6 de fevereiro, o avião que levava o bicampeão inglês caiu ao tentar decolar em Munique. Oito jogadores morreram. Entre os sobreviventes estavam o ídolo Bobby Charlton e o técnico Matt Busby, que chegou a receber extrema-unção. A reconstrução teve a chegada de reforços que se tornariam ídolos: o escocês Denis Law e o norte-irlandês George Best. Sete anos depois, o time era campeão inglês e, em 1968, ergueria a Copa dos Campeões.

Torino, 1949 – No dia 4 de maio, o avião que levava o Torino, que dominava o futebol italiano, se chocou contra a Basílica de Superga, numa colina em Turim. Dezoito jogadores, dez deles titulares da seleção, morreram. A reconstrução começou com a equipe juvenil, que cumpriu os últimos quatro jogos do campeonato – e deu o quinto título seguido ao clube. O Torino, porém, nunca mais foi o mesmo: voltou a ser campeão italiano apenas mais uma vez, em 1976.