Como Fluminense resolveu a falta de gols em 2021 e tem apenas um jogo sem marcar com Roger Machado

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O ano embalado do Fluminense passa diretamente pela eficiência ofensiva da equipe. Se em 2020 a criação de jogadas chegou a ser um problema, desta vez a boa fase de Fred e dos garotos promovidos de Xerém ajudam a explicar o sucesso de um time com média de 1,65 gol por jogo em 2021, mesmo número se o recorte for apenas da nova temporada. Com Roger Machado, o time ficou só uma partida sem balançar a rede - justamente quando seu artilheiro estava fora, na estreia do Brasileirão contra o São Paulo.

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Na última temporada, foram 18 gols marcados pelos homens de referência do Fluminense. Nove de Evanilson, que deixou a equipe ainda no início do Campeonato Brasileiro, cinco de Fred, três de Felippe Cardoso e um de Samuel. Marcos Paulo, com oito, ainda atuou como camisa 9 em algumas oportunidades. Já na atual são 17, distribuídos por Fred, com 11, Abel Hernández, com cinco, e Alexandre Jesus, com um. Paulo Henrique Ganso ainda fez três, jogando algumas vezes como centroavante.

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A força de ter uma referência tem sido essencial para o sucesso do Flu. Dos 25 atletas que balançaram a rede com Odair Hellmann e Marcão, 12 eram atacantes. Com Roger Machado (e Ailton Ferraz nas duas primeiras partidas) são oito em 13 possíveis. Isso se soma às assistências, que passaram de nove atacantes com 18 passes em 62 jogos para seis atletas de frente dando 10 toques decisivos para o companheiro marcar em 23 partidas.

A eficiência se soma também ao aumento no número de gols com bola rolando. Se a bola parada era e continua sendo uma das forças desta equipe, a utilização de contra-ataques e roubadas de bola tem aumentado e dá resultados, com 11 gols saindo desta forma. Na última temporada, 35 dos 96 gols marcados nasceram de cobranças de falta, escanteios ou pênaltis. Enquanto isso, com Roger Machado esse número fica em nove dos 37 totais.

Relembre todos os números da temporada passada

Portanto, o Flu tem uma média de 1,65 gols por jogo, com 38 feitos em 23 partidas. Na defesa, o aproveitamento também tem sido positivo, com a média de 1,04 gols sofridos (24 em 23 jogos). O número ofensivo é o mais alto desde 2014, enquanto o defensivo se iguala a 2018 e fica atrás apenas de 2020 e 2019 (1,01) na década. Relembre aqui as médias.

Os bons números não só dão a segurança sobre o time titular, mas também com relação aos reservas, já que Abel Hernández, por exemplo, tem tido estrela quando sai do banco. Esse elenco mais recheado dá tranquilidade a Roger Machado em meio a uma incansável maratona de partidas. Neste domingo, às 11h, diante do Cuiabá, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador pode decidir poupar alguns de seus titulares.

- Não gosto de usar a palavra poupar, parece que é um desprestígio e o torcedor interpreta mal a denominação. Trabalho em conjunto com a fisiologia, quero levar o que tiver de melhor. Mas preciso ter jogadores frescos e descansados. Se for necessário fazer isso, podemos escolher essa via. Mas penso que o tempo de recuperação é adequado. Vamos receber os dados e ver se temos necessidade de colocar um atleta mais descansado na partida em detrimento de outro que teve um sacrifício maior nesse - disse Roger após a vitória na Copa do Brasil.

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