Como explicar os novos termos do futebol

Eryck Gomes
·2 minuto de leitura
Arrigo Sacchi head coach of Italy during the training session on Centro Tecnico di Coverciano Florence 1996, Italy. (Photo by Alessandro Sabattini/Getty Images)
Arrigo Sacchi durante treino da Itália em 1996 (Alessandro Sabattini/Getty Images)

É natural que você, ao acompanhar uma partida de futebol, tenha as suas preferências com relação ao estilo de jogo. Equipes são exaltadas pela solidez do sistema defensivo, velocidade com que trocam passes e pelas funções que determinados jogadores desempenham. A questão é: não há apenas uma forma de sair vitorioso. Abaixo, trago alguns exemplos de abordagens conhecidas que podem ser vistas através de embates históricos – Catenaccio, Tiki-Taka, Gegenpress e Falso 9. Todas com a sua devida relevância.

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Vale destacar que ideias, por óbvio, passam por constante evolução através dos anos. Portanto, tudo o que é aplicado atualmente é muito mais desenvolto do que em décadas passadas.

Catenaccio

Seria o “Park The Bus”? O popular “ferrolho” italiano surgiu lá atrás, nos anos 60, com o técnico argentino Helenio Herrea e sua Internazionale. Alguns chamavam o estilo de “correntão”, como referência ao ato de fechar totalmente a porta de uma casa.

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A ideia principal do esquema foi recuar mais um atleta do meio, transformando-o em líbero. O método, com o passar do tempo, acabou pavimentando esquemas com três zagueiros, e liberando laterais.

Tiki-Taka

Recentemente difundido através da Espanha campeã da Copa do Mundod e 2010 e atribuído a Guardiola (que já fez ressalvas sobre o tema), o padrão de controle do jogo por meio da total posse de bola tem forte influência de Johan Cruyff. Entretanto, antes da utilização pelo holandês, há relatos de que o estilo já havia tido uma semente plantada por volta de 1930, pelo alemão Schalke, e também pelo técnico romeno Angelo Niculescu, comandante da sua nação durante o Mundial de 1970.

Gegenpress

O modelo “Rock'n'roll” utilizado por Jurgen Klopp é caracterizado pela pressão pós-perda da posse de bola. Indo além do popular Borussia Dortmund e Liverpool comandados pelo técnico alemão, encontra-se outro treinador responsável pelo estilo: Arrigo Sacchi e o seu Milan de 1989/1990.

Falso 9

É praticamente impossível falar desta função de ataque sem lembrar da dupla Guardiola-Messi. Mais precisamente, rodada 34 de La Liga 2008/2009, quando o Barcelona passou pelo Real Madrid com um placar de 6 a 2. Mas o jogador mais avançado do setor ofensivo que, sem bola, se movimenta entre a defesa e o meio para abrir espaços, vem de antes.

Por volta dos anos 1930, o austríaco Matthias Sindelar já realizava tais movimentações. Mais para frente, também se destacando no papel, veio Nandor Hidegkuti, atacante vice-campeão Mundial pela Hungria em 1954.

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