Como explicar a eliminação do Grêmio? Pois o seu avalista tem nome e sobrenome...

Fabio Utz
·3 minuto de leitura

O Grêmio perdeu chances de gol no primeiro tempo? Sim, perdeu.
O Grêmio não está com o elenco completo? Não, não está.
O Grêmio foi prejudicado pela arbitragem no jogo de ida contra o Independiente del Valle? Sim, foi.
O time corre pouco e errado? Sim, corre. Nem a comissão técnica sabe mais o que fazer? Também parece verdade.

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Mas isso, em nada, justifica a precoce e vexatória eliminação do clube antes da fase de grupos da Libertadores. E o maior responsável por este cenário se chama Romildo Bolzan Júnior.

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A gestão 2020/2022 (que fique bem claro, não estou falando do passado e de finanças, mas do que chega aos olhos do grande público) envergonha o clube. E é preciso nessas horas, sim, lembrar como o presidente foi alçado novamente ao poder - para um inédito terceiro mandato seguido. Depois de todo um estudo jurídico, o Conselho Deliberativo precisou votar esta "brecha" no estatuto - e, claro, aprovar. A partir de então, se fez um conchavo entre situação e oposição para juntar forças no Legislativo tricolor e não haver, sequer, candidatura contrária. E deu no que deu.

Tricolor coseguiu perder as duas partidas para o Del Valle | Pool/Getty Images
Tricolor coseguiu perder as duas partidas para o Del Valle | Pool/Getty Images

Sem cobrança interna, sem alguém para dizer "não", com conselheiros "amigos" inventando boicotes à imprensa e até Lives para defender a todo custo a gestão, os dirigentes que lá estão no poder - a maioria com histórico de rotundos fracassos junto ao futebol - reinam em águas absolutamente calmas. E quem sofre, claro, é o torcedor. Não adianta, daí, os integrantes do Conselho de Administração, logo após a segunda derrota para os equatorianos, irem à mídia falar o que a torcida quer ouvir. Pois, se o mandatário não quer, nada acontece.

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A última de Romildo foi abolir a função de vice de futebol para ele estar mais próximo ao vestiário. Só que na primeira oportunidade, justamente o duelo de ida contra o Del Valle, pela Libertadores, ficou ele em Porto Alegre enquanto a delegação, repleta de casos de Covid-19, era comandada por um funcionário, o CEO que virou executivo - Carlos Amodeo. Nesta quarta-feira, mesmo contra os protocolos da Conmebol, o que o impedia de convocar uma coletiva e falar a quem paga todo mês a mensalidade?

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Isso se chama desordem. E mais, um desrespeito com a instituição. O que faltou para o Grêmio seguir adiante no torneio continental e não cair pela primeira vez na história antes da fase de grupos? Faltou tudo. Mas, principalmente, o olhar de quem quer ganhar e não está preocupado, apenas, com cargos ou palavras bonitas e, ao mesmo tempo, enganosas. O Tricolor, atualmente, vive de mentiras. As tão badaladas contratações não existem, a convicção sobre o trabalho realizado é nula - até por não haver gente capacitada para criar tal convicção e levar ela adiante. Afundaram com o futebol do clube. Ou melhor, não viram o futebol do clube afundar. É triste. E é, sim, vergonhoso.

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