Como cubano Leal se naturalizou brasileiro

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TOKYO, JAPAN - AUGUST 01: Yoandy Leal Hidalgo #9 of Team Brazil serves against Team France during the Men's Preliminary Round - Pool B volleyball on day nine of the Tokyo 2020 Olympic Games at Ariake Arena on August 01, 2021 in Tokyo, Japan. (Photo by Toru Hanai/Getty Images)
Leal em ação contra a França nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Foto: Toru Hanai/Getty Images

Yoandy Leal, destaque do Brasil na épica vitória por 3 sets a 2 contra a França na última rodada do Grupo B, vem realizando um sonho nos Jogos de Tóquio. Nascido em Cuba, o ponteiro iniciou sua carreira no vôlei aos 12 anos e, desde muito cedo, mostrou enorme potencial. Entre 2007 e 2010, Leal representou a seleção cubana e rapidamente se estabeleceu como um dos jogadores mais promissores do mundo.

Em 2010 o ponteiro optou por deixar Cuba, pois o governo local não permite que atletas da seleção atuem por clubes fora do país. O baixo salário pago pelo regime cubano também colaborou para sua saída. De acordo com Leal, o governo pagava apenas oito dólares por mês aos seus atletas. O ponteiro, que já era pai naquela época, veio para o Brasil buscando proporcionar uma vida melhor à sua família.

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A sua trajetória, no entanto, não foi tranquila. Entre 2010 e 2012, Leal teve que passar por uma quarentena obrigatória de dois anos, que é imposta pelo regime cubano a atletas que desejam sair do país. O Sada Cruzeiro aceitou essa condição inusitada e o contratou mesmo assim. No clube mineiro, Leal escreveu uma história de sucesso, conquistando 25 títulos entre 2012 e 2018.

Em 2015, após cinco anos vivendo no Brasil, Leal deu início ao processo de naturalização, que demorou dois anos para ser aprovado pelas Federações Brasileira e Cubana. Após a liberação do FIVB, o ponteiro teve de cumprir uma nova quarentena obrigatória de dois anos até poder ser convocado pela seleção. 

Quase uma década depois de deixar Cuba, Leal enfim recebeu sua primeira convocação pela Seleção Brasileira em maio de 2019. Desde então, o ponteiro vem sendo presença constante e titular do time comandado por Renan Dal Zotto. Antes do início dos Jogos, o atleta comemorou muito a realização do seu sonho: "Chegou o momento: Jogos Olímpicos. Aguardei isso por 12 anos. Minha carreira é repleta de prorrogações. A pandemia retardou por mais ano ano a minha espera e gerou ainda mais ansiedade. Mas aqui estamos. Como tudo na minha vida, demorou um pouco mais, porém tenho a satisfação de ir conseguindo atingir cada objetivo traçado. Tantos grandes atletas não tiveram a mesma oportunidade. Estar nos Jogos Olímpicos de Tóquio representa muito para mim, minha família e meus amigos verdadeiros." afirmou Leal em entrevista ao site WebVôlei.

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