Como comprar dólar (e outras moedas) para viajar e não perder dinheiro

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(Foto: Getty Images)
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Nas últimas semanas, a volatilidade do dólar – e, com ele, das principais moedas fortes, como Euro e Libra – tem assustado quem pensa em viajar. É preciso se planejar para não perder dinheiro.

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A primeira dica é ser pragmático: ao procurar por qualquer moeda, você precisa considerar o Valor Efetivo Total (VET) em reais. Essa taxa representa o valor total na moeda brasileira a ser pago por uma quantia em moeda estrangeira. Como o VET inclui todas as taxas, seja de impostos – como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – ou cobradas pela empresa, a pesquisa de preços vai ajudar a ficar longe de pegadinhas na hora de pagar a fatura.

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Para os cartões pré-pagos, cartões de crédito dos bancos brasileiros e cheques de viagem, o IOF é 6,38%. Para comprar moeda estrangeira em espécie, é 1,1%.

Outra dica é bem conhecida por quem costuma viajar para fora do Brasil, mas talvez os novatos não saibam: o câmbio no aeroporto é sempre muito mais caro. A lógica é simples: concorrência menor do lado da oferta e maior urgência do lado de quem compra. Não caia nessa furada.

Levar o dinheiro em cash é mais barato, mas pode ser arriscado. Por isso, a outra opção costuma ser o cartão pré-pago, que é mais caro. Você coloca uma quantia em moeda estrangeira no cartão e pode fazer saques e compras no débito lá fora. Mas, o melhor é equilibrar dinheiro em espécie e o pré-pago. “Se levar o dinheiro em espécie, vai valer um pouco mais”, diz Ricardo Natali, educador financeiro e professor da Bem Gasto. “Você pode deixar uma parte dos gastos no cartão de crédito internacional, mas lembrando sempre que estará pagando mais caro de IOF”.

Reunimos algumas dicas de economia que valem para essas duas opções.

Compre a moeda com antecedência (e aos poucos)

É a forma mais segura. O ideal é começar a comprar a moeda estrangeira, pelo menos, quatro meses antes. Assim, será possível obter uma média da volatilidade do câmbio no período e não correr risco de pagar muito mais caro na véspera da viagem.

Outra vantagem é que, ao se organizar com antecedência, é possível procurar promoções em hotéis, restaurantes e atrações turísticas e pagar no cartão de crédito ainda no Brasil. Apesar de o IOF no cartão de crédito ser mais alto nesse caso, não é incomum que os preços sejam bem amigáveis para as reservas feitas com antecedência. No fim das contas, qualquer forma de economia terá o mesmo resultado.

Cartão de crédito, só para emergências

O cartão de crédito tem tributação maior nas transações internacionais. Você precisará pagar 6,38% de IOF para cada compra que fizer. Por isso, não vale a pena pagar no crédito nem pelos gastos rotineiros, nem pelos mais excepcionais. Quanto mais cara for a compra, mais vai ser preciso desembolsar de imposto.

Se você tem a intenção de comprar equipamentos, roupas, perfumes, entre outras mercadorias que turistas brasileiros adoram, o melhor é levar esse dinheiro reservado. Mas, se você quer levar o cartão como uma opção de segurança, é bom ligar para seu banco antes da viagem. Para funcionar lá fora, os cartões internacionais precisam de liberação das instituições financeiras.

Prefira as casas de câmbio aos grandes bancos

As vantagens de comprar por uma casa de câmbio são várias. A primeira delas é a maior concorrência, que acaba deixando os preços menos salgados que nos bancos. Além disso, algumas delas levam o montante de moeda estrangeira até o cliente de graça – nesse caso, costuma ser necessário esperar um ou mais dias pela entrega. Outras casas de câmbio entregam em casa no mesmo dia, mas cobram um valor fixo costuma variar entre R$20 e R$100.

Use e abuse dos aplicativos

Os aplicativos de câmbio facilitam muito a vida de quem está procurando as opções mais baratas. Em geral, eles só precisam saber a cidade e o que você procura: compra ou venda, em espécie ou cartão pré-pago e qual moeda. Um dos mais utilizados é o aplicativo O Melhor Câmbio. O Câmbio Legal, aplicativo do Banco Central para ajudar os cidadãos que buscam um VET mais em conta, também pode ser uma opção.

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