Como chegou na final: Após começo de campanha ruim na Libertadores, River mostra força no mata-mata

Gabriel Rodrigues
LANCE!


Apesar de chegar na Libertadores deste ano com o faixa de atual campeão da competição, o River não teve vida fácil nesta temporada. Mas, mesmo assim, aos trancos e barrancos, principalmente na primeira fase, conseguiu avançar e chegar na decisão deste sábado, contra o Flamengo, em Lima. E pode chegar ao seu quinto título da Libertadores - seria o terceiro nos últimos cinco anos.

Ainda que tenha terminado a primeira fase de forma invicta, num grupo com Internacional, Palestino, do Chile, e Alianza Lima, do Peru, os números do River Plate não foram bons. Nas três primeiras partidas, foram três empates. Mas, mostrando força no momento em que poderia complicar suas chances de avançar, ganhou bem do Alianza Lima, em casa, e do Palestino, no Chile, e garantiu a classificação. Na última rodada, novo empate com o Inter, no Monumental de Núñez. Acabou a fase de grupos com 10 pontos, na segunda colocação.

- O River empatou muito na primeira fase, mas muitas vezes sem merecer. Às vezes, merecia a vitória, mas por situações da partida, não conseguiu. Mas não perdeu. E ganhou quando precisava ganhar. É isto que tem o River e a equipe. Nos momentos cruciais, nos momentos mais importantes, tiram algo mais, um extra, tanto os jogadores como o treinador, e quando precisam de um resultado, conseguem - analisou ao LANCE! o repórter Damián Ramirez, da Rádio Del Plata, da Argentina.

Esta campanha irregular na primeira fase obrigou o River Plate a decidir todos os mata-matas fora de casa. Mas foi neste momento que o River Plate mostrou porque é o maior campeão da Libertadores desta década e porque é o único que chegou a duas finais seguidas.





Cruzeiro x River Plate
Cruzeiro x River Plate
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River eliminou o Cruzeiro nas oitavas (Antildes Bicalho/Photopress)

A primeira vítima no mata-mata foi o Cruzeiro, que tinha conseguido a segunda melhor campanha da primeira fase. Depois de dois empates em 0 a 0, o River Plate venceu a Raposa por 4 a 2 nos pênaltis, em pleno Mineirão. Armani defendeu duas cobranças e Borré marcou o pênalti decisivo.

Depois, veio o Cerro Porteño, do Paraguai. Apesar dos dois gols marcados na vitória por 2 a 0 no Monumental de Núñez terem sido de pênalti, com Borré e Nacho Fenández, o River dominou toda a partida e poderia ter saído com um placar ainda melhor. No jogo da volta, os Millonarios saíram perdendo e até sofreram com uma pressão dos paraguaios, mas um golaço de De La Cruz, um dos destaques dos argentinos na Libertadores, deu tranquilidade para o River sacramentar a vaga na semifinal.

Então, veio o tão esperado reencontro com o Boca Juniors. O que já seria um confronto normalmente quente pela rivalidade, ficou mais mais acirrado pela recente lembrança da final da Libertadores de 2018, vencida pelo River Plate, em Madrid. Mas, como de costume no Monumental, o River mandou no primeiro jogo e fez 2 a 0 contra um apático Boca. O jogo da volta, na Bombonera, foi, talvez, o pior jogo do River nesta Libertadores. Ainda assim, o time de Gallardo pouco sofreu com o Boca. Os donos da só marcaram o seu gol aos 34 do segundo tempo e o River conseguiu segurar a pressão adversária nos últimos minutos, garantindo vaga na sua sétima decisão de Libertadores.

A CAMPANHA DO RIVER PLATE

Fase de Grupos
Alianza Lima 1 x 1 River Plate
River Plate 0 x 0 Palestino
Internacional 2 x 2 River Plate
River Plate 3 x 0 Alianza Lima
Palestino 0 x 2 River Plate
River Plate 2 x 2 Internacional

Oitavas de final
River Plate 0 x 0 Cruzeiro
Cruzeiro 0 (2) x (4) 0 River Plate

Quartas de final
River Plate 2 x 0 Cerro Porteño
Cerro Porteño 1 x 1 River Plate

Semifinal
River Plate 2 x 0 Boca Juniors
Boca 1 x 0 River Plate

NÚMEROS DO RIVER NA LIBERTADORES 2019
12 Jogos
4 Vitórias
7 Empates
1 Derrota
16 gols marcados
7 gols sofridos
Aproveitamento: 52,7%
Artilheiros: Ignacio Fernández e De La Cruz (3 gols)































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