Como a pandemia quebrou o ritmo da vida da periferia que vive da cultura

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Uma cadeia cultural toda desabando do dia para a noite. A cena das quebradas de Brasília é famosa pelos slams musicais, eventos que reúnem jovens poetas e músicos. Mas em meio à pandemia do coronavírus, o que fazer quando não existe mais palco para ser pisado?

Em seu último episódio a série Minha Quebrada entra na periferia do Distrito Federal para entender como o pessoal que vive de arte na Ceilândia tem feito para sobreviver diante da pandemia. Primeiros afetados pelo baque do fechamento e do isolamento social, eles são também os últimos a voltar.

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Assista ao episódio:

“Existem artistas de periferia que estão morrendo de fome”, desabafa Meimei Bastos, coordenadora do Slam Q’brada e professora.

A história dela é só mais uma que foi interrompida e, além de não ter prazo para voltar, bater de frente com a incompetência governamental em todos os níveis que faz a ajuda demorar a chegar.

Assista também:

Pelas quebradas do Brasil

Minha Quebrada é uma série que se propõe a trazer para os olhos de todos as periferias pelo Brasil como elas são, mostradas por gente que as conhece muito bem: seus moradores. 

No primeiro episódio viajamos até Rio de Janeiro e entramos direto no Complexo do Alemão para ver como redes de ajuda interna estão suprindo os buracos de comunicação que surgiram com a pandemia e poderiam custar vidas se não fosse a ação social.

Depois, no segundo episódio, conhecemos ações em toda a periferia de Porto Alegre visando a cobertura de uma lacuna importante nesses tempos de coronavírus: a educação.  Pessoas das próprias comunidades têm agido para tampar um buraco que o Estado deixa aberto.

terceiro episódio mostrou todo o corre que o pessoal da Preto Império, em São Paulo, faz para não deixar faltar itens de higiene e alimentação básicos na Brasilândia. A quebrada da Zona Norte da capital paulista é uma das localidades mais atingidas pelo coronavírus no país.

Por fim, o quarto episódio foi até a periferia de Salvador para mostrar que em tempos de pandemia o já complicado caminho da comida até o prato do morador das quebradas ficou ainda mais difícil — mas, ao mesmo tempo, virou sustento de muitos que perderam seus empregos.

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