Comitê Olímpico Francês cita condições "extremamente difíceis" para atletas que não se vacinarem

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O logotipo dos Jogos Olímpicos na entrada do Museu Olímpico de Tóquio, em 24 de março de 2020

Os atletas que participarem dos Jogos Olímpicos de Tóquio dentro de seis meses e não forem vacinados contra a covid-19 terão que enfrentar condições "extremamente difíceis", alertou o presidente do Comitê Olímpico Francês (CNOSF), Denis Masseglia, nesta segunda-feira.

O dirigente, que foi entrevistado por videoconferência na última sexta-feira com o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse que os atletas não vacinados terão que fazer "uma espécie de quarentena quinzenal" assim que chegarem ao Japão "onde terão que passar por exames de manhã e à noite".

A questão da vacinação dos atletas para os Jogos de Tóquio, adiados em um ano, para julho de 2021, devido à pandemia, será abordada nesta quarta-feira pela Comissão Executiva do COI, que incentiva os atletas a se vacinarem, mas não podem impor.

Para Masseglia, "o que está em jogo é a celebração dos Jogos".

"Não estamos sozinhos. Para nossos amigos japoneses, receber atletas e outras pessoas credenciadas do mundo inteiro exige um pouco de precaução", disse ainda o dirigente na videoconferência após um congresso do CNOSF, acrescentando que essas condições poderiam ter "um efeito dissuasivo "para os atletas que se recusarem a ser vacinados.

Muitos países já começaram a vacinar contra o novo coronavírus, mas o ritmo é extremamente variado. Vacinar atletas também tem suscitado uma questão ética, já que se forem priorizados, poderão passar à frente de outras pessoas do grupo de risco.

"Está fora de cogitação que os atletas tenham prioridade sobre outras categorias da população, mas até os Jogos se pode pensar que eles serão vacinados sem que isso penalize outras pessoas", garantiu o dirigente esportivo francês.

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