Comissão frustra Weidman e garante legalidade do replay; entenda

Pelo visto, a polêmica envolvendo o uso do replay no duelo entre Chris Weidman e Gegard Mousasi, realizado no UFC 210 no último sábado (8), está resolvida. Após o americano apontar que o uso do vídeo seria ilegal no estado de Nova York (EUA) e que entraria com as medidas legais cabíveis, a Comissão Atlética de Nova York emitiu um comunicado garantindo que o uso da reprise está dentro das normas do estado.

Através da nota enviada ao site ‘MMA Fighting’, a comissão deixou claro que o árbitro agiu dentro das regras durante todo o combate. De acordo com o comunicado, o uso de replay é não somente permitido como é uma das ferramentas do juiz para tomar as melhores decisões nos combates.

“Foi determinado que o Sr. Weidman não tinha condições de continuar no combate em função dos golpes legais que ele recebeu. No estado de Nova York, foi estabelecido que a comissão pode rever vídeos para poder cumprir suas obrigações, tomar as melhores decisões e agir no maior interesse do esporte. Após o árbitro inicialmente determinar que os golpes do Sr. Mousasi foram ilegais, ele consultou com o juiz alternativo e determinou que as joelhadas de Mousasi não foram ilegais. Durante o atendimento de Weidman pelos médicos da comissão, foi determinado que ele estava fisicamente impossibilitado de seguir lutando e o juiz determinou a vitória do Sr. Mousasi por nocaute técnico”, informou o comunicado.

Toda a polêmica começou quando Mousasi aplicou duas joelhadas certeiras ao se defender de uma queda, e Weidman tentou encostar as duas palmas da mão no solo, para garantir que tais golpes fossem ilegais. Neste momento, em dúvida sobre a legalidade do ataque, o árbitro Dan Miragliotta paralisou a luta, analisou o replay e concluiu que o lance acontecera dentro da normalidade. Após uma consulta com os médicos, o juiz determinou que o americano não tinha condições de seguir no combate e declarou o ex-campeão do Strikeforce vencedor.

Considerando a declaração emitida pela comissão, é pouco provável que um recurso de Weidman seja aceito pela entidade. Mas, enquanto isso, Mousasi já abriu as portas para uma revanche contra o ex-campeão dos médios (84 kg) do UFC.