Comentarista detona postura de Gabigol e questiona diretoria do Flamengo: "Quem vai chamar o cara na chincha?"

Antonio Mota
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Um dos grandes ídolos e destaques da história recente do Flamengo, o atacante Gabriel Barbosa Almeida, o badalado Gabigol ou Gabi, tem chamado atenção negativamente nos últimos dias. Recentemente, na partida contra o Ceará, por exemplo, o camisa 9 foi para o banco de reservas sem chuteira e sem a camisa de jogo. A atitude do artilheiro não caiu bem e soou como desrespeito ao clube, ao técnico Rogério Ceni e aos demais companheiros de equipe, como bem destacou o jornalista Mauro Cezar Pereira:

“Rogério botou o Gabigol no banco domingo (10) e o Gabigol fez o quê? Foi de camisa de treino, descalço, sem a chuteira, é ele que tem que dar um esporro no cara? Não, é o Marcos Braz, é o Landim, é o Bruno Spindel. 'Gabriel, o que é isso? Tem um regulamento aqui, bonitão, é de fardamento de jogo, não é de treino, isso aqui não é treino'. João Saldanha, na hora do rebolado é outro equipamento, irmão. Na hora do serviço é esse aqui, é o fardamento. É roupa de jogo”, declarou o jornalista, em seu Podcast Posse de Bola.

Gabigol precisa cuidar melhor de sua idolatria no Flamengo. | Bruna Prado/Getty Images
Gabigol precisa cuidar melhor de sua idolatria no Flamengo. | Bruna Prado/Getty Images

"Quem vai chamar o cara na chincha? ‘Bonitão, vem cá, você tem um salário europeu aqui, o Flamengo fez um grande investimento em você, qual é? Outro dia você saiu todo de beicinho porque o Dome te botou no banco, e estava voltando de lesão, entrou, fez o gol e ficou com beicinho. Agora, ficou no banco e tem esse tipo de comportamento, qual é a sua? O que significa isso?’. Quem é que tem que fazer isso não é o Rogério, o Rogério não tem tamanho para isso no Flamengo. Não tem, na verdade não tem", completou, lembrando de episódio do atleta com Domènec Torrent.

Em seu podcast, além de criticar o atacante e cobrar uma postura dos dirigentes, Mauro Cezar ainda destacou que Gabigol precisa cuidar melhor de sua idolatria no Flamengo.

"O comportamento do Gabigol é um comportamento imaturo, incompatível com um jogador do tamanho dele e pouco inteligente. Por que pouco inteligente? Um cara que está na história do clube, que fez gols importantíssimos, não só os da final contra o River Plate, mas toda a jornada dele em 2019, colocando em risco a idolatria que a torcida tem com ele, a história bonita que ele construiu, por que? Por conta de uma vaidade boba, por conta de um comportamento infantil", disse, falando ainda em Neymar:

"Está na hora de parar com isso. Se ele está usando o Neymar como referência para esse tipo de comportamento, o Neymar nos seus piores momentos, está errado, procure outra referência. Porque o Neymar também já teve esses momentos assim no passado, agora menos, agora está de boa, está tranquilo. Então, conversa com o amigo dele, vê o que o Neymar aprendeu, deve ter aprendido alguma coisa", finalizou.

Gabigol tem ‘pisado na bola’ no Flamengo. | Bruna Prado/Getty Images
Gabigol tem ‘pisado na bola’ no Flamengo. | Bruna Prado/Getty Images

E Mauro Cezar Pereira está plenamente correto. Gabigol, mesmo sendo um dos gigantes da história do Flamengo, não pode tratar o clube de qualquer maneira. Em dia de jogo, o camisa 9 tem que estar com o uniforme e pronto para entrar. “É muito normal (ficar sem chuteira e camisa de jogo) na Europa”, disse o atacante, em recente entrevista coletiva à Fla TV. Pois bem, o Brasil fica na América do Sul e aqui o padrão é que todos os atletas estejam fardados, com chuteira e todo o uniforme de jogo.

E mais: “Gabi” também precisa saber os momentos de falar sério – nem tudo é graça ou “busca por Ibope”, como disse o atacante: “Incomoda muito, não quero ficar no banco. Você acha que o Pedro e o Michael ficam felizes no banco? É muito normal na Europa, fiquei no jogo contra o Fortaleza e contra o Ceará (com camisa de treino e sem chuteira). Não vejo como um problema. Fiquei sem a chuteira por estar com um problema no tornozelo. Falam porque dá Ibope. Não existe (problema de relacionamento)”, falou o atacante.

“Em um grupo de 30 jogadores, você tem afinidade a mais com uma pessoa, isso é normal. São praticamente os mesmos de 2019. Quando ganha não tem "panela", mas quando perde tem. Mas dá ibope, tem grandes jogadores envolvidos. É muito engraçado isso", completou, em tom de brincadeira e deboche. E não é assim. Gabigol é ídolo do Mais Querido e todos o admiram muito, mas ele tem que saber lidar com a pressão, com a cobrança, com os questionamentos e ter respeito. Isso é jogar no Flamengo.

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