Comentarista analisa equipe de arbitragem da final da Libertadores entre Flamengo e Athletico-PR

Flamengo e Athletico protagonizaram confrontos quentes nos últimos anos (Albari Rosa / Lancepress!)


A Conmebol já divulgou a equipe de arbitragem responsável por comandar a decisão da Libertadores entre Flamengo e Athletico-PR. O juiz principal será o argentino Patricio Loustau. Em entrevista ao LANCE!, Renata Ruel, comentarista de arbitragem da ESPN, disse que o árbitro foi uma boa escolha e analisou as dificuldades que ele enfrentará na final.

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Renata Ruel foi surpreendida pela escolha de Loustau como o árbitro principal da decisão, mas acredita que ele está preparado para assumir a responsabilidade.

- Era de se esperar um árbitro argentino para a final entre os brasileiros. Entretanto, confesso que pensei em Fernando Rapallini, que inclusive apitou Eurocopa este ano, e Facundo Tello (será o quarto árbitro desta final), pois ambos estão selecionados para a Copa do Mundo no Qatar. Contudo, com 47 anos e publicitário, filho do ex-árbitro Carlos Loustau, que foi um dos grandes nomes da arbitragem argentina, Patrício Loustau é sim uma boa escolha dentro das possíveis opções, é um árbitro muito experiente, faz parte do quadro da FIFA desde 2011 - disse.

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Loustau tem no currículo a Copa América de 2016 e a final da Libertadores de 2020 entre Palmeiras e Santos, quando expulsou Cuca, técnico santista. Ruel informou que ele já apitou 43 jogos de Libertadores no total e oito nesta edição, incluindo Corinthians 0 x 2 Flamengo e Athletico 2 x 0 Libertad.

Além do árbitro principal, Ruel acredita que os outros membros da equipe estão preparados para uma decisão desse tamanho.

- Os assistentes Diego Bonfá e Ezequiel Brailovsky, assim como Mauro Vigliano que será o árbitro de vídeo, estão relacionados pela FIFA para a Copa do Mundo no Qatar. Ou seja, são árbitros preparados, experientes e sim à altura de uma Final de Libertadores entre Flamengo e Athletico - relatou.

Flamengo e Athletico já se enfrentaram em jogos importantes nos últimos anos, incluindo mata-mata da Copa do Brasil em 2019, 2020, 2021 e 2022. Durante essas partidas, alguns atletas trocaram provocações. Com esse clima, a final da Libertadores não deve ser fácil, mas Renata apontou os caminhos para uma boa arbitragem.

- A rivalidade é grande, e uma final de Libertadores vale demais, o que torna o jogo difícil antes mesmo do apito inicial. Porém, não se faz uma boa arbitragem sem controle de jogo e para isso precisa ter essa leitura, sentir o que a partida está exigindo, é fundamental tomadas de decisões acertadas, além da aplicação da regra do jogo. O ideal é o árbitro conhecer como atuam as equipes e as características dos jogadores e estes conhecerem o estilo do árbitro. Árbitros, jogadores e comissões podem facilitar ou complicar e um bom espetáculo, esperamos que seja definido sem polêmicas - analisou.

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O árbitro argentino apitará um jogo onde grande parte dos atletas são brasileiros, ou seja, o idioma principal não é o mesmo. Para Ruel, essa não deverá ser uma grande dificuldade para Loustau e sua equipe.

- A similaridade do espanhol com o português tende a ajudar a comunicação entre os jogadores e a arbitragem, até mesmo ambas as equipes possuem em seus elencos jogadores de outras nacionalidades onde o espanhol é o idioma oficial. Não acredito que isso seja um problema para a comunicação - afirmou.

Segundo o portal "Transfermarkt", o árbitro Patricio Loustau aplicou 51 cartões amarelos e dois vermelhos ao longo dos nove jogos que apitou na atual edição da Libertadores - uma média de 5,6 amarelos e 0,2 vermelhos por partida.

Flamengo e Athletico-PR se enfrentam neste sábado, às 17h (de Brasília), em Guayaquil, no Equador.

* Sob supervisão de Paulo Victor Reis