Com um piloto só, Red Bull e Alfa Romeo buscam equilíbrio para voar mais alto

VITOR FAZIO
Grande Prêmio

Há disputas internas que são marcadas pelo equilíbrio na Fórmula 1 de 2019. Ferrari e McLaren são duas equipes que, em 2019, apresentam dois pilotos dividindo os holofotes: vez que outra Sebastian Vettel e Carlos Sainz Jr. aparecem na frente, mas logo são surpreendidos por Charles Leclerc e Lando Norris. Só que nem toda equipe do grid tem essa sorte, vida Red Bull e Alfa Romeo. Depois de uma primeira metade de campeonato em que as equipe puderam confiar quase que exclusivamente em Max Verstappen e Kimi Räikkönen respectivamente, a segunda traz um novo desafio: equilibrar o desempenho dos pilotos para voar mais alto.

A explicação para essa necessidade é simples. Se alguém como Räikkönen somou 31 pontos e viu Antonio Giovinazzi somar apenas 1, isso significa que parte considerável do potencial da Alfa Romeo não é aproveitado. Se o italiano somasse 20, sem considerar os pontos que seriam tirados de rivais, a equipe alvirrubra estaria em quinto no Mundial, atrás apenas da McLaren entre as intermediárias.

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L HAMILTON

57,08%

V BOTTAS

42,92%


S VETTEL

54,17%

C LECLERC

45,83%


M VERSTAPPEN

74,18%

P GASLY

25,82%


C SAINZ

70,73%

L NORRIS

29,27%


D KVYAT

62,79%

A ALBON

37,21%


D RICCIARDO

56,41%

N HÜLKENBERG

43,59%


K RÄIKKÖNEN

96,88%

A GIOVINAZZI

03,12%


L STROLL

58,06%

S PÉREZ

41,94%


K MAGNUSSEN

69,23%

R GROSJEAN

30,77%


R KUBICA

*

G RUSSELL

*




*Como Russell não pontuou, não é possível calcular adequadamente os números da Williams

 

É ótimo para o ego de Räikkönen poder dizer que somou 96% dos pontos da equipe, mas é uma situação tensa para Giovinazzi. O italiano faz a primeira temporada completa e está longe de ter um desempenho encantador. Entretanto, a Alfa Romeo parece manter a aposta atual. Não surgiu qualquer rumor sobre uma possível demissão de Antonio no meio do ano e, inclusive, nem se comenta ainda sobre uma possível mudança para 2020. Não que o jovem piloto esteja garantido, mas certamente passa tranquilidade para o que promete ser um momento decisivo da carreira.

Pierre Gasly foi devolvido para a Toro Rosso após apenas 12 corridas (Foto: Reprodução/Twitter)


A abordagem da Alfa Romeo não poderia ser mais diferente da adotada pela Red Bull. A equipe austríaca teve como Calcanhar de Aquiles o reforço Pierre Gasly, que somou por volta de 25% dos pontos da Red Bull. Em outras palavras, o francês somou 1 ponto para cada 4 de Verstappen. O elo fraco da equipe poderia ser incentivado a melhorar, como até foi sugerido pelos dirigentes Helmut Marko e Christian Horner, que afirmaram que a dupla seria a mesma até o fim do ano.

 

Como sabemos, não foi assim. De uma hora para outra, Gasly voltou a ser piloto da Toro Rosso, com Alexander Albon ganhando a chance de brilhar na Red Bull. Foi a aposta mais ousada possível de uma equipe que está atrás da Ferrari no Mundial de Construtores muito por causa das chances desperdiçadas por Pierre.

Antonio Giovinazzi não brilhou, mas ainda não está pressionado na Alfa Romeo (Foto: Alfa Romeo)


No caso da Red Bull, entretanto existe um asterisco. Uma briga muita parelha pode ser perigoso quando há muito em jogo. Verstappen muito se estranhou com Daniel Ricciardo entre 2016 e 2018, quando os dois batalhavam pelo mesmo espaço – o de primeiro piloto. Isso causou perda de pontos, vide Hungria em 2017 e Baku em 2018. Entretanto, é inegável que é mil vezes melhor ter um Ricciardo do que um Gasly do outro lado da garagem.

 

Com abordagens distintas, Red Bull e Alfa Romeo precisam com alguma urgência do equilíbrio. Uma para dar o muito importante passo adiante na briga com a Ferrari, outra para mostrar que a evolução de 2018 não foi fogo de palha. Se vão chegar lá ou não, só o GP da Bélgica e os oito seguintes vão dizer.




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