Com troca de chefe da pasta, Ministério da Saúde adia divulgação de dados de raça/cor da Covid-19

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Manaus AM 15.05.20 Sepultamentos no Cemitério Nossa Senhora Aparecida. causado pela Pandemia do Covid-19 Foto: Alex Pazuello/Semcom
Manaus AM 15.05.20 Sepultamentos no Cemitério Nossa Senhora Aparecida. causado pela Pandemia do Covid-19 Foto: Alex Pazuello/Semcom

Texto / Guilherme Soares Dias | Edição / Simone Freire

Os dados oficiais do Ministério da Saúde sobre a Covid-19, o novo coronavírus, que trazem o recorte raça/cor ainda não foram atualizados. Uma atualização do boletim estava prevista para a última sexta-feira (15), mas, com o pedido de demissão do ex-ministro Nelson Teich, ainda não foi publicada.

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Os números do boletim trazem ainda recorte por grupo de risco, faixa etária e são chamados de “boletim de saúde”. Os dados gerais de casos e óbitos continuam sendo alimentados diariamente no site do governo.

Realidade

O último boletim, divulgado em 8 de maio, apontava que a maioria entre as vítimas da Covid-19 eram pessoas pretas e pardas (50,1%), enquanto as pessoas brancas representavam 47,7%. Os números apontaram uma mudança no gráfico de mortos, já que em 10 de abril, os brancos eram 64,5% das vítimas e os negros, 32,8%.

A falta de informações sobre raça desde o início da pandemia tem mobilizado diversos setores do movimento negro e outros órgãos. No início de abril, a Coalizão Negra por Direitos enviou uma carta ao Ministério da Saúde e às secretarias de todos os estados do país pedindo a divulgação de raça, gênero e bairro dos infectados.

No último dia 15, uma ação foi protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo que o órgão apresente números acerca dos testes para a Covid-19, com o perfil dessas pessoas a partir dos marcadores de raça/cor, gênero, renda, localização geográfica.

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