Com situação de pneus "muito ruim", Maurício visa "minimizar perda" no Velo Città

PEDRO HENRIQUE MARUM

Após sequência espetacular de desempenho e resultados, Ricardo Maurício chegou a um momento mais complicado da temporada. Há três semanas, em Cascavel, largou apenas na 17ª colocação, e a situação é ainda pior no Valo Città: o #90 conquistou somente o 19º lugar no treino classificatório do último sábado. A luta é minimizar as perdas, uma vez que Thiago Camilo é pole e Daniel Serra sai em quarto.

Ao GRANDE PRÊMIO, Maurício afirmou que tem tido dificuldades com pneus por conta das últimas etapas. As várias mudanças climáticas do dia também complicaram as coisas. 

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"Em Cascavel, mexeram no carro e acabou ficando muito traseiro na classificação. No treino de manhã, tinha sido mais fresco, subiu a temperatura e soltou a traseira. Aqui foi completamente diferente, o cenário. O problema é que eu venho de pneus muito ruins das outras etapas. No Velopark, no treino de manhã eu rodei e dechapei quatro pneus zeros. Venho carregando muitos pneus ruins, furou pneu na última etapa, então precisei de mais para o final de semana. Estou carregando pneus muito ruins para treinar. Meus dois jogos de pneus usados de manhã eram muito ruins, estava me debatendo tentando acertar o carro", avaliou.

"No segundo treino, quando chegou a hora de colocar pneu zero, choveu. Então, eu não tinha o jogo para sentir o grip, a aderência do carro que faltava para colocar pneu zero. Em nenhum momento utilizei pneu bom no fim de semana. Tive zero referência. Até ali na curva da mata, depois da curva seis, na telemetria, eu estava a 0s1 do Daniel, mas faltou diferença na freada no cotovelo da curva sete, na curva oito freei um pouco mais tarde e passei em cima da zebra. Você vai somando essas perdas e não encaixa a volta", seguiu. 

Ricardo Maurício (Foto: Duda Bairros/Vicar)


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"O grande problema é que a pista foi esquentando, todos esperavam que ficasse mais fresco ou até garoar. Continuou esquentando, e aqui é uma pista muito difícil de dar duas voltas com a segunda mais rápida. Quando você está na segunda volta, o problema é o último trecho que você não tem tração e a traseira começa a soltar. É isso, foram coisas completamente diferentes de uma corrida para a outra e renderam dois péssimos resultados de classificação", comentou. 

 

"Não tem muito o que fazer, é trabalhar para minimizar a perda para o campeonato, para a corrida. Sabemos das chances que o Thiago tem de me passar no campeonato e do Daniel abrir na pontuação. É nítido, só ver onde eles estão largando e onde eu estou largando, mas é tentar fazer uma estratégia para conseguir somar bons pontos para que consiga levar para a próxima etapa e trabalhar até a última", avaliou.

 

Sobre ter conseguido marcar pontos em Cascavel mesmo largando atrás - foi o quinto na segundo corrida -, Maurício lembrou que todos os rivais próximos tiveram problemas naquele domingo.

 

"Poderia ter sido melhor, mas o pneu furou na primeira corrida. Voltei do pit em nono em Cascavel, inverteria o grid e eu estaria muito bem, largando em segundo na segunda. Se tivesse pessoas abastecendo um pouco mais na primeira corrida e eu com pneus melhores, poderia ter chegado em terceiro ou quarto, seria um excelente resultado, acabou que furou o pneu, mas mesmo assim somamos bons pontos", falou.

 

"Mas todos os outros pilotos tiveram problemas. Thiago queimou largada, Fraga foi jogado para fora, Daniel teve enrosco com o Valdeno [Brito]. Todo mundo teve um pouquinho de problema e minimizou uma perda grande. É isso. Tem bastante coisa pela frente, mas é tentar trabalhar pela estratégia", finalizou.

 

A corrida 1 está marcada para 11h em Mogi Guaçu. O GRANDE PRÊMIO acompanha a etapa do Velo Città, neste fim de semana, com o repórter Pedro Henrique Marum.



 

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