Com saída de Kubica e fico de Grosjean, grid tem 5 vagas em aberto para 2020

GUILHERME LONGO

O final de semana em Singapura mal começou, mas já trouxe uma importante movimentação para a temporada de 2020 da Fórmula 1. Enquanto Robert Kubica anunciou que não vai continuar com a Williams no próximo ano, a Haas optou por manter sua dupla, formada por Romain Grosjean e Kevin Magnussen. Assim, as vagas no grid para a temporada de 2020 vão se fechando. No momento, restam apenas cinco. 

A única equipe que ainda não decidiu nenhum de seus pilotos para o próximo ano é a Toro Rosso. Em 2019, a equipe italiana conta com Daniil Kvyat e Pierre Gasly. Kvyat está em seu ano de retorno à Fórmula 1, depois de uma má fase entre 2016 e 2017, quando foi rebaixado da Red Bull para a Toro Rosso, sendo depois removido da equipe no meio da temporada de 2017. Nesse ano já conseguiu um terceiro lugar no GP da Alemanha. Já Gasly passa por uma situação similar à de Kvyat. Era piloto da Red Bull até o GP da Hungria, mas durante as férias de verão da F1, trocou de lugar com o tailandês Alexander Albon devido à falta de resultados. Enquanto Max Verstappen conseguiu duas vitórias e outros três pódios na primeira metade da temporada, o melhor resultado de Gasly foram dois quintos lugares em Mônaco e em Silverstone.

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A Toro Rosso ainda não indicou a dupla de 2020 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)



A vaga de Albon, inclusive, é outra das cinco ainda em aberto. Enquanto Max tem contrato garantido até o final de 2020, seu companheiro de equipe ainda não está definido. Quando perguntado sobre a possibilidade de Nico Hülkenberg se juntar à equipe, Christian Horner afirmou que a Red Bull “vai dar preferência aos seus próprios pilotos”. Em entrevista ao site ‘Speedweek’, o consultor da equipe, Helmut Marko, afirmou que “a decisão será tomada depois do GP dos EUA”, no início de novembro.

Após o anúncio de que Robert Kubica não continua com a Williams em 2020, a equipe britânica também possui uma vaga em aberto, para formar dupla com George Russell, que vai para o seu segundo ano na Fórmula 1. A expectativa é de que a Williams selecione um piloto que consiga trazer um aporte financeiro para a equipe, que tenta melhorar sua situação, tendo passado os últimos dois anos ocupando a última fila do grid de largada.

A última equipe que ainda tenta fechar sua lista de pilotos para 2020 é a Alfa Romeo. Kimi Raikkonen já havia assinado um contrato de dois anos quando anunciou sua saída da Ferrari, no ano passado. Mesmo com um ano muito abaixo do esperado, Antonio Giovinazzi ainda é o principal candidato para a vaga. Segundo o chefe da Alfa Romeo, Frédéric Vasseur, a equipe pretende ajudar o italiano a se desenvolver e melhorar. E Giovinazzi é piloto da Academia Ferrari, o que pode pesar a seu favor na decisão final. 

Antonio Giovinazzi ainda não teve o contrato renovado (Foto: Alfa Romeo)



Para as outras seis equipes que já estão com suas duplas de pilotos definidas, o momento é de começar a pensar na temporada de 2020.

Cinco delas mantiveram suas duplas para o ano que vem. Na Ferrari, Sebastian Vettel entra no último dos três anos de contrato, assinado em 2017, enquanto o novato Charles Leclerc assinou um contrato a longo prazo, que pode garantir o monegasco até 2022.

Líder no Mundial de Construtores, encaminhando seu hexacampeonato, a Mercedes também optou por manter a dupla Lewis Hamilton e Valtteri Bottas por mais um ano, o quarto. Em 2018, Hamilton assinou uma extensão de dois anos ao seu contrato, garantindo o britânico na equipe até o final de 2020. Bottas assumiu a vaga na Mercedes no início de 2017, substituindo Nico Rosberg, que anunciou sua aposentadoria das pistas logo após a conquista do mundial de pilotos. Desde que se juntou à Mercedes, Bottas não tem se colocado como postulante ao título. Em 2017, o finlandês terminou o campeonato em terceiro e em 2018, apenas em quinto. No início da temporada atual, chegou a ensaiar uma reação, vencendo duas das quatro primeiras etapas, assumindo temporariamente a liderança do campeonato. Mas no momento, está 63 pontos atrás de Hamilton no mundial.

Em julho, antes das férias de verão da F1, a McLaren anunciou que manteria sua dupla, por estar bastante contente com os resultados apresentados por Carlos Sainz Jr. e Lando Norris. Sainz vai para o segundo e último ano do contrato, assinado em 2018, quando divulgou que iria para a McLaren.

Na quinta-feira, a Haas surpreendeu ao anunciar que manteria sua dupla, formada por Romain Grosjean e Kevin Magnussen pelo quarto ano consecutivo. Os pilotos não vêm entregando resultados positivos e atualmente a equipe norte-americana ocupa a nona posição no campeonato de construtores, a frente apenas da Williams.

Em seu primeiro campeonato completo como Racing Point, a equipe também resolveu manter sua dupla, formada por Sergio Perez e Lance Stroll por mais um ano. Perez assinou um contrato de três anos, e segue na Racing Point até o final de 2022.

Nico Hülkenberg (Foto: Renault)



A única que não optou por manter sua dupla foi a Renault. Enquanto Daniel Ricciardo já tinha contrato para 2020, a equipe francesa decidiu não renovar com Nico Hulkenberg e trazer Esteban Ocon, em um contrato de múltiplos anos. Na temporada atual, Ocon é piloto de testes da Mercedes, após ter corrido pela Manor em 2016 e a Force India/Racing Point em 2017 e 2018.

Em 2020, a Fórmula 1 vai azer a maior temporada de sua história, com 22 etapas, incluindo a volta do GP da Holanda, em Zandvoort e a estreia do GP do Vietnã, no Circuito de Rua de Hanói. O GP da Austrália vai abrir o campeonato mais uma vez, no dia 15 de março. Os testes de pré-temporada estão marcados para os dias 19 a 21 e 26 a 28 de fevereiro. Ainda não há a confirmação de que eles serão realizados em Barcelona, palco dos testes nos últimos anos.


A F1 volta a acelerar em Singapura na tarde deste sábado, ainda manhã no Brasil, a partir de 7h (horário de Brasília), enquanto a sessão que vai definir o grid de largada acontece às 10h. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REALSiga tudo aqui.


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