Com Rogério Ceni, Flamengo busca se reaproximar da metodologia de Jorge Jesus: 'É o jeito que eles mais gostam'

Matheus Dantas
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Sob o comando de Rogério Ceni, o Flamengo buscará se reaproximar do estilo de jogo que atuou durante a passagem de Jorge Jesus, entre junho de 2019 e junho de 2020. Foi o próprio treinador que confirmou a procura por uma equipe mais agressiva em campo após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, no Maracanã. Na visão de Ceni, o time já mostrou uma postura mais próxima daquilo que ele entende como ideal e de que os próprios jogadores aprovam.

Como foi apresentado na terça, na véspera da partida da ida das quartas de final da Copa do Brasil, os ajustes foram feitos a partir das orientações de Rogério Ceni, que contou com a memória cognitiva do time em relação ao trabalho do Mister. O técnico comandou apenas um treino antes de estrear.

- A memória que tinham do passado recente, até certo ponto, e o modelo de jogo com o qual eu trabalhei no Fortaleza. É um modelo parecido de jogo, tentamos ser o máximo agressivos possível e acho que é o jeito que eles mais gostam de jogar, mais se sentem confortáveis - avaliou Ceni, projetando uma evolução ainda maior quando contar com retornos de nomes importantes:

- Com mais peças à disposição, nós podemos fazer mais. Ter mais trocas, ter mais oxigênio, rodar um ou outro jogador. Com Pedro, Bruno Henrique e Gabriel, podemos jogar qualquer dois dos três. Acho que voltamos à metodologia que vejo que fez sucesso no Flamengo e que eu vejo que foi sucesso no time que trabalhei nos últimos três anos. Seguiremos nesse esquema de jogo, nesse ritmo, e vamos sempre procurar o gol e a vitória.

Os desfalques, de fato, foram muitos para Rogério Ceni em sua estreia, e nomes importantes. Filipe Luís, Rodrigo Caio e Diego Ribas estão lesionados, enquanto Everton Ribeiro, Pedro e Maurício Isla estão a serviço das seleções do Brasil e Chile nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2022.

Posto isto, o treinador promoveu mudanças táticas na equipe, que voltou a atuar em um 4-2-4 com a bola e no 4-4-2 ao defender-se. Michael e Vitinho foram espetados nas pontas, enquanto Bruno Henrique e Gabriel Barbosa voltaram a formar dupla de ataque, com os dois na faixa central. Na proteção à zaga, Arão e Gerson foram os escolhidos por Ceni, com Thiago Maia no banco.

Era desta forma, mas com Arrascaeta e Everton Ribeiro pelos lados, que o Flamengo obteve êxito sob o comando de Jorge Jesus. Tendo mais tempo, o treinador pretende fazer outras mudanças, como na saída de bola, mas já enxergou evolução com os "novos" posicionamentos no setor ofensivo.

- Mudar o sistema de saída de jogo requer algum tempo. Não posso fazer mudança brusca em um dia. Fizemos alguma adaptação. Já foi notório o comportamento, os dois homens de frente jogando próximo, os dois homens abertos de velocidade, mas saída de jogo nós temos que trabalhar. Se trabalhar, não consigo botar para jogar. Então prefiro que se recuperem, joguem, e vamos tentar o melhor que podemos - finalizou o técnico do Fla.