Com queda de rendimento, crias de Xerém podem retomar a boa fase e ajudar o Fluminense na final

·5 minuto de leitura


Principal aposta do Fluminense nas últimas temporadas, os crias de Xerém ganharam espaço e, atualmente, tem quatro vagas no time titular (Calegari, Martinelli, Kayky e Luiz Henrique). Entretanto, nos últimos confrontos, até de forma mais acintosa na Libertadores, os jovens caíram de produção e não conseguiram se sobressair. Porém, tal queda natural pela idade afetou o Tricolor, que precisará dos jovens em alta para enfrentar o Flamengo, na final do Campeonato Carioca. Caso atuem como o esperado, os jogadores podem ser peças fundamentais para Roger Machado explorar as fragilidades do Rubro-Negro.

> Veja que horas será a decisão do Carioca

Em um time que conta com os experiente Nenê e Fred e a média de idade beira os 25 anos, já é perceptível o impacto que Xerém atingiu nos profissionais do Fluminense. Atualmente, dos quatro que fazem parte do time titular, o mais velho é Luiz Henrique, que completou 20 anos em janeiro. Assim, entre vantagens e desvantagens de se ter os jovens na ativa, é praticamente óbvio afirmar que, por conta da inexperiência e diversos outros fatores, o rendimento dos garotos não será sempre regular.

Isso ficou ainda mais evidente após a derrota do Tricolor, por 2 a 1, para o Junior Barranquilla (COL), na Libertadores. É injusto colocar a culpa só nesses atletas que, de fato, não estavam em uma boa noite. No entanto, quem acompanhou o jogo percebeu que os gols perdidos por Kayky e Luiz Henrique, além das vaciladas defensivas de Martinelli e Calegari foram imprescindíveis para o revés tricolor.

+ GALERIA: quem leva? Flamengo e Fluminense se reencontram em decisão do Carioca; relembre Fla-Flus históricos

Porém, caso Roger tenha conseguido recuperar a confiança dos jovens ao longo desta semana, todos eles podem exercer um papel fundamental ao Fluminense, na decisão do Carioca contra o Flamengo. Nesse sentido, para a partida que será realizada no Maracanã, neste sábado, às 21h05, a expectativa dos tricolores é de que todos os crias voltem a apresentar as boas atuações que foram vista nesta mesma competição. Confira abaixo como Calegari, Martinelli, Luiz Henrique e Kayky podem ser cartas na manga diante do Rubro-Negro.

Ponto forte do time da Gávea, Filipe Luís e Bruno Henrique são os ativos flamenguistas pelo corredor esquerdo, que ainda conta com as habituais chegadas de Arrascaeta. Logo, o jovem Calegari terá a missão de anular o ataque esquerdo do Flamengo.

Com o físico em dia, o lateral poderá, além de exercer uma boa marcação, atuar fortemente nas subidas de Filipe Luís. Isso porque, por melhor que seja o ex-jogador da Seleção, pela elevada idade e a desconfiança do sistema defensivo da equipe, as possíveis chegadas ofensivas de Calegari podem dar resultados positivos ao Tricolor. Resultados estes que, se integrados com Kayky, que também atua no corredor direito do ataque do Flu, terão potenciais para se transformar em lances de perigo, tabelas efetivas e triangulações rápidas nas costas do improvisado zagueiro Willian Arão.

Aliás, como já observado acima, a boa atuação de Kayky será primordial para Roger Machado. Com o poder do um contra um, mais que os dribles realizados, a joia tricolor terá função importante para disparar nos contra-ataques, atuando, assim, na má recomposição do Flamengo.

Kayky - Fluminense
Kayky - Fluminense

Kayky pode dar trabalho a defesa rubro-negra (Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC)

O mesmo serve para Luiz Henrique. No entanto, respeitando suas características em campo. Pelo Fluminense, o jogador costuma a atuar na beirada esquerda do ataque e, em muitas ocasiões, usa o artifício do pivô, originado do futsal.

Mesmo como uma das válvulas de escape da equipe, o jovem joga de costas para a defesa e, dessa forma, consegue boas tabelas e arranques perigosos. Com isso, independente de quem seja o armador - Nenê ou Cazares -, trabalhar tais jogadas e aproveitar a não tão boa fase de Isla e do recém recuperado de lesão Rodrigo Caio, pode ser essencial para ataque produtivos.

No caso de Gabriel Teixeira, que foi titular na primeira partida e deve entrar no decorrer do confronto, a estratégia já muda e se assemelha mais a Kayky. Isso porque, o atleta é a típica figura em campo que entra com muito gás, busca jogadas individuais a todo custo e, com isso, não abdica de buscar a direção do gol.

+ Reservas ganham força com Roger e Fluminense marca 86,67% dos gols no segundo tempo

Por fim, é a vez de falar sobre Martinelli. Talvez, em campo, o atleta seja quem tem a maior função tática entre os jovens. Isso porque, como alterna bastante com Yago, o volante precisa sempre estar atento as coberturas de espaços deixados, principalmente contra o Flamengo, que cria seus lances em decorrência das boas formas de Diego, Gerson e Arrascaeta.

Assim, o camisa 38 pode receber as ordens de se conter mais na defesa e assegurar que o Flamengo não tenha muito volume no meio campo - para isso as interceptações e desarmes serão fundamentais. Porém, quando possível, as boas chegadas ao ataque podem ter grande efetividade. Isso porque, o cria de Xerém sabe passar bem a bola e, assim, poderá auxiliar o setor ofensivo a quebrar as frágeis linhas rubro-negras

Após o empate em 1 a 1 no primeiro jogo da final, Flamengo e Fluminense voltam a enfrentar neste sábado com a situação em aberto. A segunda partida da decisão será às 21h05 (de Brasília), no Maracanã, e contará com transmissão em Tempo Real do LANCE!.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos