Com presença diária na Academia, Leila expõe política 'pés no chão' a Abel e garante confiança

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Eleita no final do ano passado para o cargo de presidente cercada de expectativa, Leila Pereira vem surpreendendo no Palmeiras. Quebrando uma tradição, a dirigente não se intimidou em mudar o seu gabinete da sede social, no Allianz Parque, para a Academia de Futebol e faz questão, todos os dias, de se reunir com o técnico Abel Ferreira e recepcionar os jogadores antes de iniciar os treinos.


Mas surpresa, mesmo, a torcida tem ao ver Leila, dona da empresa que patrocina o Verdão há anos, contida nas contratações. A mandatária palmeirense, muitas vezes associada à imagem de mecenas, mostra austeridade e até certa incredulidade nos valores pedidos peloss jogadores procurados pelo Palmeiras para reforçar o seu elenco em 2022.

Quarta-feira (5), durante a reapresentação do clube para iniciar sua pré-temporada, o LANCE! apurou que Leila e Abel sentaram juntos para definir o caminho em meio às dificuldades do clube para conseguir o zagueiro canhoto e o centroavante tão pedidos pelo técnico. A mandatária teria sido enfática: os preços aumentam quando se descobre o Palmeiras como interessado.

Por isso, havia duas possibilidades: manter o planejamento estabelecido em 2020, quando o português chegou, ou mudar tudo faltando menos de dois meses para começar o Mundial, grande obsessão palmeirense? A resposta do comandante à sua chefe foi dada.

- Então, hoje eu tive a conversa pessoalmente com o Abel e foi da melhor forma possível. O Abel está alinhado com esse nosso posicionamento de responsabilidade, entende? De oxigenação do nosso elenco. De um futebol intenso, com jogadores jovens, entende? O direcionamento é esse do nosso técnico - disse Leila, durante uma live com torcedores.


Três dos quatro reforços palmeirenses mostram essa tendência. Marcelo Lomba, Rafael Navarro e Jaílson estavam livres no mercado após o fim de seus vínculos com os antigos clubes.

Por outro lado, o Palmeiras abriu mão de jogadores veteranos (como Felipe Mello e Willian), emprestados que custariam caro a sequência no clube (Danilo Barbosa) e até de ativos caros, mas que não apetecem mais Abel (Luiz Adriano, Lucas Lima).

Na conta simples, portanto, economia, aumentando o poder de investimento do Verdão. Mas Leila é quem segura a empolgação palmeirense.

- Estamos trabalhando, estamos todos focados para isso e o torcedor pode ter certeza absoluta de que investimento não vai faltar para que o Palmeiras seja cada vez mais forte. Mas, mais uma vez, investimento com responsabilidade. Volto a afirmar: eu não vou quebrar o Palmeiras. Eu não quero que o Palmeiras tenha a experiência que vários clubes brasileiros têm tido. Esse não é o futuro que eu quero para o Palmeiras - disse Leila.

Abel, consultado e ativo das decisões, sempre conjuntas, não cria impasses. Ninguém mais do que ele tem a ambição necessária para o Mundial, que começa em fevereiro, nos Emirados Árabes Unidos, principalmente depois do tropeço do ano passado. A competição, inédita na galeria palmeirense, é tratado como a única joia por Leila, obcecada na conquista intercontinental, mas ciente da necessidade de pés no chão, aprendizado trazido do revés de 2021.

- Nós estamos totalmente alinhados e focados para o nosso grande desafio que é no dia 8 e no dia 12 de fevereiro. O nosso foco total é para cantarmos o nosso bicampeonato mundial. O nosso foco é esse, nós vamos fortes, nós estamos com nosso elenco bicampeão da Libertadores, bicampeão no ano de 2021, e eu estou muito, mas muito confiante de que vamos fortes - disse Leila.

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Leila Pereira e o elenco do Palmeiras
Leila Pereira e o elenco do Palmeiras

Leila em reunião com o elenco (Foto: César Greco/Palmeiras)

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