Com pior início nos últimos 81 anos, Giampaolo balança no comando do Milan

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STADIO GRANDE TORINO, TORINO, ITALY - 2019/09/26: Marco Giampaolo, head coach of Ac Milan, looks on before the the Serie A match between Torino FC and Ac Milan. Torino Fc wins 2-1 over Ac Milan. (Photo by Marco Canoniero/LightRocket via Getty Images)
STADIO GRANDE TORINO, TORINO, ITALY - 2019/09/26: Marco Giampaolo, head coach of Ac Milan, looks on before the the Serie A match between Torino FC and Ac Milan. Torino Fc wins 2-1 over Ac Milan. (Photo by Marco Canoniero/LightRocket via Getty Images)

Por Clara Albuquerque (@claalbuquerque)

Os dados são de assustar qualquer torcedor. O Milan não perdia quatro das seis primeiras partidas do campeonato italiano desde a temporada 1938/39. Tal desempenho, aliás, só havia acontecido duas vezes na história do clube: em 1930/31 e 1938/39. Desde que fez sua estreia na Série A, o time de Marco Giampaolo, contratado para comandar uma safra de jogadores jovens, mostra pouca ou nenhuma evolução e a pressão pra cima do técnico vem de todos os lados.

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Na última derrota, por 3 a 0, diante da Fiorentina, no último domingo, as vaias começaram antes mesmo do pontapé inicial. Depois do segundo gol, assistindo a uma atuação pavorosa do time, a torcida começou a retirar as faixas do estádio e, 10 minutos antes do apito final, toda a parte da arquibancada que era ocupada pela principal torcida organizada do Milan ficou vazia. Coros contra a atual diretoria também foram escutados: “essa diretoria não nos merece!”. Após a partida, o próprio Giampaolo fez uma declaração que deixou os torcedores ainda mais desconfiados: “O time pareceu que foi a campo sem nunca ter feito um treino junto”, disse em coletiva.

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Na manhã seguinte, as capas dos jornais decretaram a crise e a falta de confiança no treinador. “Zero Milan, explode a crise rubro-negra”, manchetou a Gazzetta dello Sport, questionando que se os torcedores já foram embora, talvez também seja a hora de Giampaolo deixar o comando. Já o Corriere dello Sport foi ainda mais enfático: “Giampaolo sob pressão. Já está na esquina”. O dia seguinte seguiu recheado de especulações de possíveis substitutos para o técnico, com o apoio do torcedor. Na versão online da Gazzetta, uma pesquisa com mais de 2 mil torcedores apontava que 77% era a favor da demissão imediata de Giampaolo.

Atual diretor técnico do clube, o ex-zagueiro Paolo Maldini defendeu o atual comandante: “Repito o que já disse outra vez. O treinador é uma escolha nossa, de todos, e vamos defende-lo. Sabíamos dos riscos com um time jovem assim. Sei que quatro derrotas em seis partidas é muita coisa, o jogo não satisfaz e esperávamos estar fazendo melhor, mas é certo ter paciência”, afirmou.

A crise, claro, também se tornou assunto entre personagens do futebol. Giovani Galeone, ex-técnico e mentor de Giampaolo disse num evento, nesta segunda-feira, que deseja bem ao pupilo, mas que não acredita que ele consiga colocar o Milan entre os sete primeiros colocados ao fim da Série A, o que garantiria uma vaga numa competição europeia. No Twitter, o meia campista Keisuke Honda se ofereceu ao clube: “Sempre quis ajudar! Podem me chamar, se precisar”. O japonês de 33 anos está atualmente sem contrato. Ele teve passagem no clube de Milão entre 2014 e 2017, fazendo 92 partidas e marcando 11 gols.

Com o fechamento da sexta rodada, e a vitória do Parma sobre o Torino, na noite desta segunda-feira, o Milan caiu para a 16ª colocação do campeonato italiano, respeitando os critérios de desempate, com apenas três pontos a mais que os lanternas da competição SPAL e Sampdoria. O próximo compromisso do clube é sábado, diante do Genoa, fora de casa.

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