Com Neto, Ruschel e Follmann, Chape treina antes de estreia em casa

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Chapecoense fez nesta quarta-feira (15) seu último treino antes da estreia em casa pela Copa Libertadores da América, quando enfrenta o Lanus-ARG, na próxima quinta (16), na Arena Condá. As atividades foram acompanhadas por Neto, Alan Ruschel e Jackson Follmann, sobreviventes da tragédia de Medellín no ano passado.

Neto, Alan e Follmann, fizeram suas atividades no gramado da Arena Condá, separado do grupo de jogadores que serão relacionados para a partida de amanhã e falaram da expectativa para o jogo.

"Amanhã vou torcer pelos companheiros. Tudo que a gente fez no ano passado está sendo desfrutado agora. Essa sensação de estar fazendo parte disso é boa, mas a dor não tem como esquecer. Todos que colocaram o clube nesse patamar não estarão aqui. Não só os atletas, mas o pessoal da diretoria que se foi e todos colaboradores também", comentou Neto.

"É difícil saber que todos que sonharam esse sonho não estão aqui para ver. São sentimentos diferentes, alegria muito grande saber que o clube está nesse patamar e eu faço parte disso", acrescentou Neto.

O zagueiro, que está em recuperação avançada e pode voltar a jogar nesta Libertadores, falou sobre possibilidade de entrar em campo na competição. "Me sinto alegre, o trabalho foi bem feito no passado e o resultado está aí. Quero fazer parte disso", finalizou.

Ruschel, lateral esquerdo, está mais próximo do retorno aos gramados. O jogador já faz trabalhos com bola e, segundo o corpo médico da Chapecoense, deve ser entregue ao departamento físico em breve.

"Estou muito feliz, não só o clube precisa disto como a cidade também. Amanhã temos que transformar isso em um caldeirão. O grupo está focado, e o pessoal que chegou me abraçou e estão com vontade de fazer sua história. Estou ansioso para voltar a jogar. Amanhã (quinta) estarei no vestiário sentindo o clima do jogo", disse Alan.

O técnico Vagner Mancini também expressou a importância de os sobreviventes participarem da atividade mesmo que separados do grupo.

"Eles representam toda a luta que todos tiveram para chegarmos até aqui. O fato de ver os três fazendo seus exercícios do lado do campo nos mostra que nós temos que superar nossas dificuldades", relatou Mancini.