Com números melhores e elogiado no elenco do São Paulo, Diniz revê o Flu

Fellipe Lucena
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Fernando Diniz não está garantido para 2020 - FOTO: Felipe Correia/Photo Premium/Lancepress!
Fernando Diniz não está garantido para 2020 - FOTO: Felipe Correia/Photo Premium/Lancepress!


Hoje técnico do São Paulo, Fernando Diniz terá seu primeiro reencontro com o Fluminense às 19h30 desta quinta-feira, no Morumbi. Enquanto ainda ouve críticas de Celso Barros, vice-presidente do clube carioca e principal responsável por sua demissão, ele acumula resultados muito melhores no Tricolor Paulista e recebe rasgados elogios do elenco são-paulino.

Em nove jogos, Diniz levou o São Paulo a cinco vitórias, dois empates e duas derrotas (aproveitamento de 63% dos pontos). Os dois tropeços foram bem dolorosos, com atuações bem ruins diante de Cruzeiro e Palmeiras, mas ele conseguiu consolidar a equipe no G4, mantém o posto de melhor defesa e tem 100% de aproveitamento em quatro jogos como mandante, solucionando um problema grave da gestão Cuca.

No Fluminense, o aproveitamento dele foi de 49,2% em 44 jogos na temporada (18 vitórias, 11 empates e 15 derrotas). O que causou sua saída, em agosto, foi o desempenho ruim no Brasileirão: 15 jogos, três vitórias, três empates e nove derrotas (aproveitamento de 26,6%). Diniz costuma dizer que sua relação com os jogadores era ótima e que, mais cedo ou mais tarde, a bola voltaria a entrar e a equipe se afastaria da zona do rebaixamento.

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No São Paulo, os jogadores têm destacado a atenção que Diniz dá a cada um, a intensidade que ele cobra nos treinos para aplicar seu estilo de jogo e o conhecimento que demonstra de futebol.

- Ele entende muito de futebol. Quase tudo que ele fala tem sentido, se encaixa dentro de campo. E também o lado humano. Ele não fala só de futebol, chega em você e pergunta como está sua família, se está tudo bem. O jogador gosta disso, nem tudo é só futebol, às vezes você não está em um dia bom. Ele é psicólogo formado, então entende o lado humano. O pessoal está gostando disso. E dos treinamentos intensos, que vêm refletindo nos jogos. Acho que tem tudo para dar certo - disse Vitor Bueno, que participou de todos os jogos de Diniz e vive sua melhor fase desde que chegou ao clube.

- Se você reparar, ele sempre pega um ou dois por dia para conversar. E é todo mundo, não é só quem está jogando. Desde a molecada da base que vem treinar até os mais experientes. Comigo ele conversou, disse que confiava em mim, que sempre gostou do meu futebol e que ia fazer de tudo para eu atingir um nível até mais alto do que aquele do Santos, que era para eu confiar mais em mim e ficar livre dentro de campo. Enfim, me deu confiança, estou me sentindo bem. Acho que não só eu, o time todo vem sentindo essa confiança que ele vem passando, as conversas surtem efeito - emendou Bueno.

Hudson, um dos jogadores que não vêm sendo titulares, corrobora com a versão do companheiro:

- Ele conversa bastante individualmente, procura deixar todo mundo preparado para jogar. Todo mundo tem essa ciência de que precisa estar preparado para jogar. Ele já conversou comigo, falou que eu posso fazer várias funções, que ele gosta de jogadores versáteis. Falou para eu estar sempre preparado, para trabalhar firme e poder demonstrar meu melhor quando a oportunidade vier. Acho que isso conforta um pouco mais - disse o volante.

- Ele mexe muito com o brio. Se ele vai dar uma oportunidade para um jogador, ele procura mexer com o brio do cara na preleção, por exemplo, aumentar a auto-estima do jogador, aumentar a confiança. É um cara que cobra muito. Ele tem uma ideia de jogo diferente e isso exige muito da gente. Ele cobra muito por causa disso, intensidade, coragem, mas ao mesmo tempo dá muita confiança para que cada um demonstre a qualidade que tem - completou Hudson.

Sobre a ideia de jogo diferente, que cobra mais coragem dos jogadores de defesa na hora de sair jogando, o lateral-direito Igor Vinícius explicou:

- Ele fala que o difícil a gente faz muito. Ele diz que todo mundo aqui faz o difícil muito bem, então tem que procurar fazer um pouco mais o fácil na hora de você sair com a posse. Ali não é hora de você dar mais de dois toques na bola, tem que definir rápido. E acho que é o certo mesmo, porque você está próximo do seu gol. Aí na frente, ultrapassando as linhas, vem a individualidade do jogador. Ele conversa bastante, tem muito trabalho de passe para aprimorar cada vez mais - declarou.

O São Paulo disputa neste momento uma espécie de campeonato particular com o Grêmio pela última vaga no G4. Os gaúchos, que têm dois pontos a menos (52 a 50), também jogam em casa nesta quinta: às 21h, contra o CSA.
















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