Com 'melhor da década' Duda, handebol feminino busca ouro inédito

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POREC, CROATIA - APRIL 16: Eduarda Amorim of Brazil celebrates a goal during HEP Croatia Cup handball match between Croatia and Brazil at Zatika Sports Hall on April 16, 2021 in Porec, Croatia. (Photo by Srecko Niketic/Pixsell/MB Media/Getty Images)
Duda, no meio, comemora gol em amistoso contra a Croácia em abril deste ano (Srecko Niketic/Pixsell/MB Media/Getty Images)

Por Guilherme Faber (@fabergui) e Matheus Brum (matheustbrum)

Quinto lugar na edição das Olimpíadas do Rio, em 2016, e Ouro no Pan de Lima, em 2019, o elenco da Seleção Brasileira de Handebol Feminino permanecerá entre 1º até 12 de julho na Hungria para concluir a série de treinamentos e amistosos com foco nos jogos olímpicos de Tóquio. O plantel do técnico Jorge Dueñas é rico em “bagagem” europeia e, inclusive, conta com a experiência de Duda Amorim.

A defensora de 34 anos transferiu-se recentemente para o Rostov, da Rússia, e conseguiu no ano de 2020 o prêmio de melhor jogadora da década (2011-2020), que foi cedida por meio de votação popular no site “Handball Planet”. Detalhe que tanto nas temporadas de 2014 e 2019 recebeu também esse prêmio pela IFH (Federação Internacional de Handebol) e EHF (Federação Europeia de Futebol), respectivamente.

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Tanto no quesito coletivo e individual, Duda Amorim conseguiu desfrutar do auge com a Seleção na conquista do primeiro lugar no Mundial de 2013, na Sérvia, quando bateram as anfitriãs em plena final com placar de 22 x 20. Competição que lhe rendeu o prêmio de MVP (Melhor jogadora).

Duda prefere não emitir algum tipo de previsão sobre o rendimento da Seleção nesta Olimpíada, valoriza cada partida como “grande decisão” e destaca que o elenco tem uma mescla interessante, com jogadoras jovens e experientes.

“Então, se quisermos manter essa condição [de sermos favoritas ao Ouro] temos que dar nosso melhor em todos os jogos. Neste momento, nossa formação consta com um “mix” bem interessante com meninas em diversas fases de carreira”, disse a jogadora em entrevista exclusiva ao Yahoo Brasil.

Na Olimpíada, o Brasil terá pela frente na primeira fase a França, Hungria, Comitê Olímpico Russo, Espanha e Suécia. Os quatro primeiros da chave avançam para o sistema de “mata-mata”. Duda nega qualquer adversário na condição de “bola da vez” e trata cada oponente como único.

“Estamos no grupo mais difícil com grandes potências do handebol mundial. Então, cada jogo é de extrema importância para somarmos pontos e pensar em classificação. Tendo que entrar com tudo em cada confronto, não obtendo apenas um adversário “bicho papão” devido as diferentes características de cada equipe”, argumentou.

Reconhecimento

Ídolo com amarelinha e “peça-chave” na conquista da Copa do Mundo há oito anos, Amorim admite que ainda seja pequeno o espaço do Handebol na imprensa, mas crê que pode haver crescimento desde que haja qualquer projeto de longa duração.

“Mesmo com Campeonato Mundial de 2013 e grande aderência pelo público no Rio 2016, a modalidade é pouco difundida na mídia. Para os próximos ciclos olímpicos, a exposição do handebol tem que ser planejada em longo prazo, mostrando os brasileiros que estão crescendo nas ligas europeias e o fortalecimento dos projetos nacionais para a continuidade do esporte”, disse.

Planos

“Acostumada” a ser campeã e sempre em busca do “algo mais”, Duda Amorim carrega sonho familiar, discorre sobre seu novo desafio, faz algumas ações de marketing no Instagram com a marca alemã Hummel e mantém-se em rotina de estudos para assumir a função de gestora quando encerrar o ciclo de jogadora profissional.

“Defenderei as cores do Rostov na próxima temporada, time russo que atuarei e terei a oportunidade de partilhar bons momentos em um novo país. Então, os meus próximos passos estão vinculados a isso. Quando me aposentar quero realizar o sonho de ser mãe. Neste momento, estou fazendo mestrado de Gestão Esportiva no Johan Cruyff Institute visando depois da minha carreira atuar na parte administrativa”, finalizou.

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