Com medo da Europa, São Paulo reajusta contrato de sete jogadores

Cueva e Thiago Mendes (ao lado de Leco) na parte de cima, e Bruno e Lucas Fernandes (abaixo) já tiveram suas renovações fechadas (Erico Leonan/Divulgação SPFC)

 

Em pouco mais de 15 dias, o São Paulo está alterando os contratos de quase um time inteiro: Cueva, Thiago Mendes, Bruno e Lucas Fernandes já assinaram novos vínculos, enquanto Luiz Araújo, Rodrigo Caio e Araruna discutem as últimas cláusulas antes de fecharem acordo. A série de renovações tem explicação: dar segurança ao Tricolor diante do assédio de clubes do exterior.

Cueva, por exemplo, recebeu recentemente uma proposta da Europa depois de ser especulado, em janeiro, pelo Bayern de Munique. O meia peruano, que tem jogado muito bem com a camisa 10, passará a ganhar R$ 350 mil por mês de salário, R$ 150 mil a mais graças à prorrogação do contrato de junho de 2020 para junho de 2021 – a multa rescisória foi elevada para R$ 130 milhões.

Presente nos últimos 31 jogos do São Paulo, Thiago Mendes também ganhou um bom aumento e se aproximou do teto salarial tricolor, que é de R$ 350 mil mensais. Em troca, o volante ampliou o vínculo de dezembro de 2019 para dezembro de 2021, com elevação do valor da multa. Detalhe: o Tricolor detém 80% de seus direitos econômicos.

Já o lateral-direito Bruno, recordista em assistências do atual elenco – são 14 – não ganhou aumento, mas assegurou mais um ano de permanência no Morumbi. O contrato atual, que terminaria em dezembro, foi ampliado por 12 meses. Somente Rodrigo Caio (210 jogos), Lugano (205) e Denis (169) atuaram mais vezes do que ele no grupo de hoje: Bruno soma 107 aparições.

A quarta renovação oficial foi do meia Lucas Fernandes, cujo contrato terminaria em dezembro do ano que vem e agora vai até dezembro de 2021. Recuperado de cirurgias no ombro e no joelho, o garoto que tem 95% dos direitos econômicos presos ao Tricolor está no Morumbi desde os 14 anos. Pelo time profissional, são 13 partidas e um gol.

Prioridades: Em meio aos acordos, dois casos são tratados com atenção especial: os de Rodrigo Caio e Luiz Araújo. O primeiro negocia uma ampliação do contrato desde agosto do ano passado, quando o presidente Leco recusou ofertas de Hamburgo e Sevilla para vendê-lo. Rodrigo Caio passou a exigir o teto salarial (ganha R$ 140 mil) e prêmio de R$ 1,5 milhão pela assinatura do novo vínculo. O Tricolor resistia à ideia de pagar as luvas. A partir de abril do ano que vem, ele já poderá fazer um pré-contrato com qualquer interessado.

Luiz Araújo também requer alguma pressa devido ao salário incompatível com seu atual momento. Garoto de maior destaque do time no ano, ele ganha R$ 17 mil mensais. A tendência é de que passe a embolsar pelo menos quatro vezes mais, aumentando sua multa rescisória em território nacional – o São Paulo também quer estender o contrato de 2019 para 2021. Em janeiro, Luiz Araújo teve oferta de R$ 20 milhões do Lille, da França.

Promovido ao profissional no começo do ano por Rogério Ceni, o volante Araruna também tem vínculo até 2019 e receberá um reajuste – menor do que o de Luiz Araújo – para empurrar o vínculo por mais dois anos.

COMO FICARAM OS CONTRATOS E A PARTE TRICOLOR:
– Cueva: de 24/06/2020 para 24/06/2021 – 100% dos direitos econômicos
– Thiago Mendes: de 31/12/2019 para 31/12/2021 – 80%
– Bruno: de 31/12/2017 para 31/12/2018 – 100%
– Lucas Fernandes: de 31/12/2018 para 31/12/2021 – 95%
– Luiz Araújo*: termina em 01/06/2019 – 70%
– Araruna*: termina em 11/03/2019 – 70%
– Rodrigo Caio*: termina em 14/10/2018 – 80%

* contratos ainda em negociação

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