Com Mattos, Palmeiras teve lucro de R$ 128 mi entre compras e vendas

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Mattos está no Palmeiras desde 2015 como diretor-executivo (Guilherme Rodrigues/Futura Press)
Mattos está no Palmeiras desde 2015 como diretor-executivo (Guilherme Rodrigues/Futura Press)

Bicampeão brasileiro, vencedor da Copa do Brasil, dono da melhor categoria de base do país, responsável pela quebra de vários tabus... Apesar de tudo isso, o diretor-executivo de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, virou o principal alvo da organizada Mancha Verde e de vários torcedores comuns. E a principal acusação é de que ele gasta muito. O Blog fez um levantamento para mostrar se o saldo financeiro na Era Mattos é positivo ou negativo.

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E, apesar de ter contratado muito mais atletas do que vendido, o Palmeiras desde 2015 tem um superávit de R$ 128,1 milhões entre chegadas e saídas de atletas (veja todos os nomes e valores no fim da matéria).

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Mattos já contratou quase cem jogadores, porém vários deles chegaram a custo zero, por empréstimo ou em fim de contrato. Aqueles em que houve a necessidade de investimento para a compra dos direitos econômicos somam 35. E o custo total com esses mais de três times de reforços foi de R$ 390,7 milhões. Nomes como os de Ramires, Luiz Adriano e Lucas Lima não estão na lista, porque foram adquiridos mediante pagamento apenas de luvas.

O executivo de futebol alviverde negociou, liberou e dispensou certamente outra centena de atletas, mas 18 acabaram vendidos mediante pagamento. E a soma de todos valeu R$ 518,8 milhões.

O torcedor palmeirense que anda bravo com Mattos pode argumentar que nunca se gastou tanto com o departamento de futebol do clube quanto hoje. E isso é real. A folha salarial, depois das contratações de meio de ano, está próxima dos R$ 20 milhões por mês.

Mas também nunca se arrecadou tanto. Com patrocínio, bilheteria, sócio-torcedor, cotas de televisão... No ano passado, por exemplo, a receita do Palmeiras foi de R$ 688 milhões, superando em 30% o valor da temporada anterior. A solidez financeira é tamanha que o Verdão se deu ao luxo de quitar em maio toda a dívida que tinha com Paulo Nobre - havia mais oito anos para zerá-la.

Abaixo, o levantamento com os custos de compra e os lucros com venda de atletas desde 2015, quando Alexandre Mattos assumiu o comando do departamento de futebol.

VENDAS DE ATLETAS: R$ 518,8 milhões

Gabriel Jesus: R$ 149,6 milhões (2016)

Mina: R$ 53,9 milhões (2017)

Roger Guedes: R$ 43,4 milhões (2018)

Keno: R$ 41,6 milhões (2018)

Luan Cândido: R$ 36,6 milhões (2019)

Vitor Hugo: R$ 36,5 milhões (2017)

Moisés: R$ 29,6 milhões (2019)

Fernando: R$ 25,1 milhões (2018)

Tchê Tchê: R$ 21,9 milhões (2018)

João Pedro: R$ 18,2 milhões (2018)

Leandro Pereira: R$ 16 milhões (2015)

Vitão: R$ 13,7 milhões (2019)

Cristaldo: R$ 11,6 milhões (2016)

Thiago Martins: R$ 8,3 milhões (2019)

Leandro: R$ 5 milhões (2017)

Mendieta: R$ 3,1 milhões (2017)

Daniel Fuzato: R$ 3,4 milhões (2018)

Rodrigo Farofa: R$ 1 milhão (2017)


COMPRAS DE ATLETAS: R$ 390,7 milhões

Borja: R$ 43,7 milhões (2017)

Dudu: R$ 27,4 milhões (2015)

Gustavo Gomes: R$ 27,4 milhões (2019)

Carlos Eduardo: R$ 27 milhões (2019)

Deyverson: R$ 24 milhões (2017)

Vitor Hugo: R$ 22,8 milhões (2019)

Zé Rafael: R$ 17 milhões (2019)

Matheus Fernandes: R$ 16 milhões (2019)

Bruno Henrique: R$ 15,9 milhões (2017)

Mina: R$ 14,6 milhões (2016)

Diogo Barbosa: R$ 14,6 milhões (2018)

Erik: R$ 13,7 milhões (2016)

Guerra: R$ 12,5 milhões (2017)

Juninho: R$ 11,9 milhões (2017)

Angulo: R$ 11,6 milhões (2019)

Luan: R$ 10,2 milhões (2017)

Marcos Rocha: R$ 8 milhões (2019)

Hyoran: R$ 7,3 milhões (2017)

Vitor Hugo: R$ 6,8 milhões (2015)

Scarpa: R$ 6,8 milhões (2018)

Antônio Carlos: R$ 6,8 milhões (2018)

Mayke: R$ 6,5 milhões (2019)

Raphael Veiga: R$ 5,7 milhões (2017)

Arthur Cabral: R$ 5,5 milhões (2019)

Jean: R$ 4,5 milhões (2017)

Robinho: R$ 2,5 milhões (2015)

Moisés: R$ 3,6 milhões (2015)

Keno: R$ 2,7 milhões (2016)

Roger Guedes: R$ 2,5 milhões (2015)

Leandro Almeida: R$ 2,5 milhões (2015)

Barrios: R$ 2,2 milhões (2015)

Fabiano: R$ 2 milhões (2016)

Weverton: R$ 2 milhões (2018)

Thiago Santos: R$ 1 milhão (2015)

Felipe Pires: R$ 900 mil (2019)

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