Com mais de 55% de aproveitamento em onze meses, Odair vê com bons olhos permanência no Fluminense

Luiza Sá
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Querido no clube e contestado fora dele. Essa é a vida de Odair Hellmann nos 11 meses à frente do Fluminense. Em 11 de dezembro de 2019, o treinador era anunciado pelo clube em movimento rápido após o fim do Campeonato Brasileiro na tentativa de o Tricolor superar os problemas daquela temporada e ter, enfim, um ano de maior tranquilidade. Neste período, o técnico da "nova geração" soma 55,3% de aproveitamento, ocupa o quinto lugar no Brasileirão e eliminações na Copa do Brasil e na Sul-Americana.

Com contrato apenas até dezembro, Odair Hellmann já foi procurado para fechar um novo vínculo até o fim de 2021. O LANCE! apurou que o treinador vê com bons olhos a permanência nas Laranjeiras, mas prefere tratar da questão e dar uma resposta definitiva mais para frente com o andamento do Brasileiro.

Ele é o quarto treinador da gestão de Mário Bittencourt. Mas, do que depender da diretoria neste momento, ficará por bastante tempo. Mesmo com as eliminações, o treinador sempre teve a confiança do departamento de futebol e do grupo. Assim como foi no Internacional, o elenco demonstra publicamente o carinho que tem pelo comandante.

Relembre os 11 meses de Odair no Fluminense:

Boa campanha no Carioca


A Era Odair no Fluminense começou com tudo. No primeiro teste da temporada, o Campeonato Carioca, o treinador venceu os quatro jogos iniciais, inclusive um clássico com o Flamengo, sofrendo apenas um gol nesse período. No entanto, acabou eliminado pelo Rubro-Negro na semifinal da Taça Guanabara.

Veio o segundo turno e, com ele, o primeiro título do treinador. A campanha teve três vitórias, uma derrota e três empates. Uma igualdade no placar acabou dando o troféu ao Flu, que bateu o Fla nos pênaltis para levar a Taça Rio. Na decisão do Carioca, apesar de boas atuações, o Flamengo acabou vencendo.

Eliminações precoces

Mas nem só de confiança foi feita a primeira parte da temporada para o Fluminense. Nas duas competições mais importantes para o Tricolor financeira e esportivamente, durou pouco o sonho de Odair. Na Copa Sul-Americana, eliminação para o Unión La Calera logo na primeira fase disputada, com dois empates. A equipe chilena acabou classificada pelo gol marcado no Maracanã.

Já na Copa do Brasil, uma vitória de virada contra o Moto Club na primeira fase, fora de casa. Depois, no Maracanã, a equipe bateu o Botafogo-PB. Com jogos de ida e volta, o Fluminense perdeu para o Figueirense no Orlando Scarpelli por 1 a 0, mas, com três gols de Nenê, reverteu o placar fazendo 3 a 0 no Rio de Janeiro. Na quarta fase, porém, a caminhada acabou já no primeiro confronto contra uma equipe da Série A. Encarando o Atlético-GO, o Flu venceu por 1 a 0 a ida, mas perdeu por 3 a 1 em Goiânia.

Surpresa no Brasileiro

Contrariando as primeiras previsões, o Fluminense está na briga por uma vaga na Libertadores. Atualmente quinto colocado, a derrota para o Grêmio encerrou uma sequência de oito partidas sem perder de um time que é um dos melhores mandantes da competição.

O Flu tem 32 pontos. O São Paulo, em quarto, tem 33 e três jogos a menos. O Flamengo está com 35, em terceiro, assim como o Atlético-MG, em segundo, com uma partida a menos. O Internacional é o líder, com 36 pontos.

Força com o grupo

Uma das características que Odair mais valoriza no Fluminense é o grupo como um todo e não apenas aquele time que ele considera o titular. Uma prova disso são os 30 jogadores utilizados pelo treinador somente no Campeonato Brasileiro. Além dos desfalques por lesão e suspensões, ele precisou trazer novos atletas, especialmente da base, por conta dos vários casos de Covid-19 no elenco. Em todo ano, foram 19 jogadores formados em Xerém com oportunidade no time principal. Outros seis chegaram a ser relacionados.

Nos gols, 20 atletas diferentes já marcaram. É o mesmo número de jogadores que deram assistências até aqui. O Flu tem 68 gols marcados nesta temporada e 42 sofridos.

No quesito reforços, o treinador recebeu vários atletas que hoje são titulares, já que o Fluminense teve saídas importantes desde o fim da temporada. Foram eles Wellington Silva, Egídio, Hudson, Yago Felipe, Michel Araújo, Fernando Pacheco, Fred, Felippe Cardoso, Caio Paulista, Danilo Barcelos e, por último, Lucca. O Tricolor chegou a contratar o volante Henrique, mas ele decidiu retornar ao Cruzeiro.