Com gol no clássico, Clayson realiza sonho do pai, que era corintiano fanático

Atacante, aos 15 anos de idade, com o empresário Ferraz e o pai Rubão (à direita)

O primeiro gol de Clayson com a camisa do Corinthians valeu o empate no clássico com o São Paulo e muita emoção em família. É que Clayson cresceu ouvindo que o sonho de seu pai, Rubão, era vê-lo jogando e marcando um gol pelo Timão, para quem torcia de forma fanática.

Rubão morreu em 2015, vítima de um tumor no intestino. Na época, Clayson não tinha a menor ideia de que conseguiria um dia defender o Corinthians. Muito menos de que marcaria um gol. O atacante, então com 19 anos de idade, jogava pelo Ituano, depois de uma passagem marcada por euforia e frustração no Grêmio.

A tragédia mexeu muito com Clayson, que havia sido criado pelo pai – Rubão era separado e assumiu o papel de pai e mãe do menino. A vontade de realizar o sonho de Rubão e o apoio de Edivaldo Ferraz, seu empresário desde 2011, e que acabou se tornando um segundo pai, fizeram com que Clayson nem cogitasse a ideia de abandonar o futebol, apesar do tamanho do trauma.

“Hoje teve festa no céu. Certamente, seu Rubão ficou contente”, comentou Clayson, bastante emocionado, durante um jantar com sua noiva e Ferraz, depois do clássico. Em meio à euforia pela comemoração, o atacante tirou a camisa e chegou a levar cartão amarelo.

Clayson foi contratado pelo Corinthians depois do Campeonato Paulista deste ano, 18 meses depois da morte de Rubão. Por ironia do destino, o primeiro gol do atacante pelo Timão ocorreu exatos dois anos depois. Ele custou cerca de R$ 3,5 milhões – além da cessão de Claudinho e Léo Arthur – e tem contrato por quatro temporadas.

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