Com Ganso e Fred: o que esperar do Fluminense na reestreia do Carioca

Luiza Sá
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Depois de mais de 100 dias, o Fluminense voltará a entrar em campo neste domingo, pela 4ª rodada da Taça Rio, contra o Volta Redonda. A grande novidade deve ser a reestreia do atacante Fred e o primeiro jogo de Paulo Henrique Ganso como titular em 2020. Nesta sexta-feira, o técnico Odair Hellmann completa uma semana de treinamentos presenciais e já esboçou algumas vezes o time que considera titular neste momento.

Assim, o Fluminense deverá entrar em campo com: Muriel; Gilberto, Nino, Matheus Ferraz e Egídio; Yago, Hudson e Ganso; Marcos Paulo, Evanilson e Fred. O local do confronto ainda não está definido. O anúncio oficial deve ser dado nesta sexta.

As mudanças

O ídolo e camisa 9 já demonstrou estar bem fisicamente para voltar a jogar pelo Tricolor. Regularizado, ele dependia apenas da liberação da comissão para fazer a estreia. Pelo longo tempo parado, já que ainda não estreou na temporada, ainda não se sabe se Fred aguentará a partida completa. Também por isso, Odair manterá Evanilson no time. Os dois vão jogar mais adiantados.

A má notícia é a ausência de Nenê. Como informado inicialmente pelo "Netflu", o meia de 38 anos foi o jogador testado positivo para a COVID-19. Ele foi o único atleta com esse resultado e está isolado para se recuperar. O camisa 77 é o artilheiro do Flu no ano, com nove gols em 13 partidas. Portanto, utilizar dois centroavantes mais avançados é uma das formas do treinador para tentar manter o bom poder ofensivo do Flu.

Com relação ao restante da formação, a única diferença para a última partida, contra o Vasco, é Gilberto de volta ao time na vaga de Igor Julião. O lateral estava machucado antes da paralisação, mas se recuperou. Quem perdeu o lugar no ataque para a entrada de Fred foi Wellington Silva. Com essas alterações, Odair Hellmann terá a 14ª formação diferente em 2020.










Como se comportar

Mesmo sem ser titular no ano, Ganso já era o reserva mais utilizado. Depois da estreia no início de fevereiro, ele entrou oito vezes em campo. Fernando Pacheco, que pode dar mais velocidade ao ataque, uma característica importante para ter Fred, foi escolhido seis vezes para sair do banco. Portanto, pode aparecer mais vezes. Com relação ao camisa 10, o meia recebeu um programa especial de condicionamento ainda na pré-temporada, mas perdeu espaço para Nenê e ainda não conseguiu se provar nos 158 minutos em campo.

A dinâmica no ofensiva é o ponto mais interessante do time a ser observado nesse retorno. Se a defesa e os volantes se mantiveram, o formato da construção de jogadas muda com a entrada de Ganso, que tem menos mobilidade e chegada que Nenê. Odair ainda não havia usado uma formação com a proposta de um jogador mais móvel (Marcos Paulo) e dois como referência (Fred e Evanilson). O desafio é manter o bom poderio ofensivo, já que o Tricolor tem o melhor ataque do Carioca.

- É difícil falar sobre porcentagem. Tivemos um período de treinos em casa, mas era aleatório as condições de cada um. Alguns treinavam na varanda, outros tinham um espaço maior, alguns tinham um gramado. Cada um está de um jeito, é uma incógnita como o Fluminense vai performar em questões físicas. Nos 10 dias não dá para ter uma base física para igualar todos de uma maneira homogênea. Isso só vai ter resposta após o jogo - disse o volante Hudson em entrevista coletiva.






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