Com estádio, Galo prevê ficar entre os cinco maiores times do Brasil

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O Atlético-MG está ousado em 2020. Primeiro, iniciou o seu planejamento com a contratação de um técnico estrangeiro, Rafael Dudamel. E, apesar do venezuelano não ter dado resultados relevantes, o clube mineiro decidiu manter a ideia de ter um treinador estrangeiro e fechou com o argentino Jorge Sampaoli.

E, a nova mentalidade alvinegra é entrar de vez para o grupo de clubes protagonistas do futebol brasileiro. O Galo quer ter condições de manter elencos fortes por vários anos consecutivos e o seu trunfo, na visão da sua diretoria, é a Arena MRV, estádio que será inaugurado em 2022, caso não haja atrasos devido a crise do coronavírus.

Porém, outros trunfos atleticanos são seus parceiros, que tem cada vez mais espaço no dia a dia do clube, como pode ser visto em uma "live" produzida pela TV Galo, canal oficial do clube, com as presenças do presidente alvinegro, Sérgio Sette Câmara, e pelos donos da Construtora MRV, Rubens e Rafael Menin, patrocinadores do Atlético.

A aposta no projeto ambicioso do Galo é tão alta que Rubens diz que haverá em breve no Brasil cinco ou seis times de elite, que vão se distanciar dos demais no país. E, ele quer o Galo nesse grupo especial de clubes.

-O futebol está mudando, o mundo está mudando, e acredito que o Brasil vai ter condição de ter uns cinco times grandes. Falo em clubes enormes. A Espanha tem três, Alemanha tem dois, Inglaterra tem uns cinco. O Brasil deve ter uns cinco, seis, talvez. E o Galo vai ser um deles- disse Rubens Menin.








O otimismo atleticano aumenta quando Rubens Menin fala da previsão de faturamento do futuro estádio, na casa dos R$ 100 milhões, que poderão ser aplicados no clube de futebol.

- Para ser um dos clubes de ponta no Brasil, a Arena é fundamental. Vamos ter uma receita extra enorme com a Arena. Essa Arena vai custar muito barato em relação ao que ela vai entregar. O Atlético vai ter essa Arena sem dívida, que é diferente. A arena do Palmeiras é sensacional, mas ele tem sócio. A arena do Athletico-PR é muito bacana, mas ele deve. O Corinthians deve. O Grêmio, que tem uma arena boa, está devendo. A diferença do Galo é que vamos ter a Arena MRV sem dívida. Isso vai dar uma renda extra fenomenal, para o Atlético ser cada vez mais competitivo. A gente avalia que pode dar mais que R$ 100 milhões por ano. Vamos ser um dos supertimes do Brasil, junto com Flamengo e mais alguns. Não sei quais serão, mas Palmeiras, Corinthians, São Paulo. Acho que Arena vai colocar o Atlético em outro patamar, e estou super animado com esse projeto - explicou Rubens Menin.

Sérgio Sette Câmara corroborou com o parceiro do Galo quanto ao grupo de elite que se desenha no Brasil.

-Eu concordo: vamos ter quatro, cinco grandes times no Brasil, essa é uma tendência mundial, e o Atlético está caminhando a passos largos pra ser um deles-disse Sérgio Sette Câmara.

Rafael Menin, filho de Rubens, crê que o estádio será importante, mas a gestão interna que vai garantir que a arena seja um catalisador financeiro e esportivo para o Atlético após sua inauguração.

- Essa arena ficando pronta, mais o trabalho de gestão administrativa que está sendo feito pelo Atlético, vamos ter uma condição completamente diferente para poder fazer frente. Hoje, o Flamengo e o Palmeiras são os times com maior poder de fogo, têm muito mais recursos do que os outros. A Arena ficando pronta, com a redução inteligente de despesas, vamos em breve brigar em pé de igualdade com os dois clubes e nos colocando como time de ponta todos os anos. A gente não pode ser irresponsável em um ano, fazer um time pra ser campeão, e no ano seguinte ter que vender todo mundo, fazer um time muito modesto e brigar pra não cair- disse Rafael.

Os trabalhos no futuro estádio do Galo estão liberados, mas podem ter atrasos devido à crise do coronavírus no mundo. A previsão das obras deve ser entre 22 a 26 meses de duração.













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