Com Diniz, Botafogo dá sinais de que busca um estilo de posse de bola e 'jogo bonito'

Sergio Santana
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Ainda em planejamento para a próxima temporada, o Botafogo começa a traçar nomes de treinadores que entram no projeto da nova diretoria. Neste sentido, a sondagem formal feita a Fernando Diniz, noticiada pelo LANCE!, na última segunda-feira, possui alguns segmentos: o fato de o clube oferecer um projeto de longo prazo e uma possível busca por um estilo de jogo propositivo.

Fernando Diniz é conhecido pelas jogadas trabalhadas desde a defesa com toques curtos e sem "chutões", o que gera opiniões divididas entre grande parte dos torcedores. O comandante tem um estilo de valorizar a posse de bola e, a partir de passes curtos e movimentações em espaços vazios, chegar ao gol da equipe adversária.

Ter buscado o nome de Fernando Diniz pode representar que a nova diretoria do Botafogo, encabeçada por Durcesio Mello, tem a ideia de contratar um treinador que traga consigo este estilo de ter a posse de bola e a valorização de jogadas por meio dos passes curtos. Agora, é saber se os outros nomes cotados na lista do Glorioso mantém tal padrão.

Um projeto de longo prazo também é um dos pedidos da diretoria e Eduardo Freeland, diretor de futebol, um dos principais responsáveis nas buscas pelo novo comandante do clube de General Severiano. Não à toa, um possível contrato válido por duas temporadas foi apresentado a Fernando Diniz.

A ideia da diretoria é ter um técnico para a Série B, em 2021, e, diante de uma eventual subida, que participe do retorno do clube à elite do futebol brasileiro. Neste caso, os pontos procurados são treinadores que trabalham bem com as categorias de base - que aparecerão bastante no Botafogo - e aceitem o projeto de médio/longo prazo.

Se o contato com Fernando Diniz não resultar em um final feliz - já que o treinador espera o contato de uma equipe da Série A -, a diretoria do Botafogo escolherá o caminho que percorrerá no planejamento de acordo com o nome que buscar a seguir: se for em um treinador no mesmo estilo, a posse de bola é realmente a bola da vez no Estádio Nilton Santos.

Por outro lado, se os dirigentes forem atrás de um nome com ideais que se choquem - mas que não necessariamente são errados - em relação a Fernando Diniz, fica claro que o planejamento é simplesmente buscar um nome que esteja desempregado e encaixe na realidade financeira do clube. Os próximos capítulos estão por vir.