Com CoronaVac, Chile começará vacinação em massa nesta quarta-feira

Anita Efraim
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Empty vials that contained the Pfizer-BioNTech COVID-19 vaccine sit in a pile at the Posta Central Hospital in Santiago, Chile, Wednesday, Jan. 13, 2021. (AP Photo/Esteban Felix)
Chile está vacinando profissionais da saúde com imunizante da Pfizer, mas vacinação em massa será feita com CoronaVac (Foto: AP Photo/Esteban Felix)

O Chile começou a vacinação contra a covid-19 em dezembro, com doses do imunizante da Pfizer. No entanto, com poucas vacinas disponíveis, a prioridade foi dada a trabalhadores da saúde e idosos que vivem em asilos. Com a chegada de quase 4 milhões de doses da CoronaVac, provenientes da China, o país dará início a vacinação em massa nesta quarta-feira, 3.

Até o momento, o país imunizou cerca de 67 mil pessoas. Entre elas, 56,7 mil receberam apenas a primeira dose, enquanto outras 10,3 mil já receberam as duas doses necessárias. O número ainda é baixo e o governo chileno pretende vacinar 15 milhões de habitantes até 30 de junho.

Para ampliar a quantidade de vacinados no país, o governo conta com doses da CoronaVac. Cerca de 4 milhões de doses já estão no Chile e o governo programa que, ainda no mês de março, a quantidade chega a 10 milhões. Desta forma, pelo menos um terço da população chilena será imunizada com a CoronaVac.

O ministro da Saúde, Enrique Paris, divulgou que nesta semana serão vacinados idosos entre 85 e 90 anos. Na quarta-feira, aqueles que tem mais 90 anos, na quinta, os que tem entre 87 e 89 e, na sexta, idosos entre 85 e 86 anos.

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Ao mesmo tempo, continuará a vacinação de trabalhadores da saúde, estudantes em prática clínica, pessoas em residências sanitárias e idosos em asilos.

Na semana seguinte, entre 8 e 12 de fevereiro, serão vacinadas pessoas entre 71 e 84 anos, além de farmacêuticos, funcionários com trabalhos essenciais, funcionários de laboratórios, forças armadas e pessoal que desempenham funções críticas para o estado.

O plano do governo chileno é vacinar 5 milhões de pessoas até o fim do primeiro trimestre. Toda a centralização do processo de vacinação é feita pelo governo federal, bem como a distribuição. Segundo Paula Daza, subsecretária de Saúde Pública, as doses já foram distribuídas aos 26 depósitos de vacinação em todo o país. A vacinação contra a covid-19 no Chile é gratuita e opcional.

O país vive a segunda onda do coronavírus e os números estão em alta. A taxa de positividade dos exames foi de 6,4% nas últimas 24 horas. No domingo, 30, foram realizados 58 mil exames, entre os quais 3,7 mil foram positivos e 85 pessoas morreram vítimas de covid-19, somando 18,5 mil desde o início da pandemia.

A negociação feita pelo governo do presidente Sebastián Piñera foi diretamente com a SinoVac e não tem relação com o Brasil ou com o Instituto Butantan. “O Butantan, junto com a SinoVac, além do compromisso com o Brasil, tem compromisso com os demais países. E o Butantan é o responsável pela introdução da América Latina, com exceção do Chile e do Uruguai neste momento”, declarou Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

O Chile ainda tem negociações com o consórcio Covax, com a vacina da Janssen e a Oxford/Astrazeneca, além da Pfizer.