Com Brasil ‘barrado’, Jogos de Tóquio começam neste fim de semana

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Geovane Ferreira lamenta o cancelamento a horas do embarque para o Japão
Geovane Ferreira lamenta o cancelamento a horas do embarque para o Japão

Por Emanoel Araújo e Guilherme Daolio

O que parecia ser um sonho, virou pesadelo. A menos de dois anos dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o surfe inicia seu ciclo rumo ao Japão sem o maior protagonista do esporte neste ano.

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Uma sucessão de falhas entre entidades e contratempos burocráticos fizeram com que seis surfistas brasileiros não defendessem as nossas cores em Tahara, nos Jogos Mundias de Surfe. O evento é classificatório para os Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima, no Peru.

Entenda o problema

De acordo com o presidente da Confederação Brasileira de Surfe (CBS), dividiram a culpa a organização do evento, a licitação e o COB. Segundo sua entrevista para o site Waves, estes foram os culpados

  • Organização dos Jogos Mundiais de Surfe

“A federação japonesa demorou para enviar uma carta-convite que era fundamental para a obtenção de vistos. Elas só chegaram na quarta-feira passada [06/09]. O consulado ainda cobrou mais documentos, mas conseguimos o visto japonês”

Com o visto em mãos, era a hora de comprar passagens, fechar fornecedor de transporte e alimentação. Tudo seria pago através de dinheiro retirado da Lei Agnelo Piva. Portanto, tudo precisava ser licitado. Daí um nasceu um novo obstáculo:

  • Licitação

“Precisávamos ter três orçamentos de agências diferentes e comprovar qual a agência que ganhou a disputa. A agência vencedora desistiu devido à burocracia. Tínhamos de fazer o mesmo com hotéis, transportes, motoristas e intérpretes”

Sem tempo para realizar a licitação com cada um dos itens, a melhor forma era retirar dinheiro do caixa e partir sem licitações formalizadas. No caso de uma federação com o tamanho da CBS, o desfalque pode ser crucial para ter ou não um campeonato nacional em 2019.

  • Comitê Olímpico Brasileiro

Teríamos que devolver todo o dinheiro que não atendesse às exigências, ou ficaríamos inadimplentes e não teríamos mais direito a nenhuma verba do COB, inclusive nas etapas do Circuito Brasileiro”

O lado dos surfistas

Com essa sucessão de complicações, o país perdeu a chance de dar o primeiro passo em um esporte favorito a medalha. Muito além disso: o país não estará na estreia do surfe em Jogos Pan-Americanos.

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Pelas redes sociais, muita frustração de todos os atletas. Até mesmo o líder do ranking mundial, Filipe Toledo, que não poupou palavras para criticar a CBS:

 

Crítica à CBS repercutiu nas redes sociais (Foto: reprodução)
Crítica à CBS repercutiu nas redes sociais (Foto: reprodução)

O assunto virou principal pauta entre os atletas. Surfista profissional há 13 anos, Marina Werneck, faz parte de um movimento que pretende tirar a legitimidade da CBS. Em suas redes sociais, a medalha de prata no ISA Games (2004) sugere até um abaixo-assinado online pedindo mudanças.

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Procuramos a Confederação e os atletas para comentar o caso, mas não obtivemos resposta até o momento da publicação desta matéria. No entanto, você sabe que qualquer novidade do mundo do surfe você acompanha aqui, no Yahoo!

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