Com a bola toda? Força da marcação se torna crucial para 'novo' Vasco

Vinícius Faustini
LANCE!


A linha de montagem para tornar o Vasco mais impetuoso passa também por uma segurança defensiva. Nos dois jogos-treinos sob o comando de Ramon Menezes, a equipe cruz-maltina não só ganhou uma postura mais incisiva, como também indicou que tentará ser incansável na luta pela posse de bola.

Durante a goleada por 5 a 0 sobre o Macaé, a pressão na saída de bola foi crucial para gerar boas investidas. Gabriel Pec e Lucas Santos foram alguns dos jogadores que aproveitaram hesitações do setor defensivo adversário e abriram caminhos para gols cruz-maltinos.

O novo estilo da equipe é visto com bons olhos entre os jogadores.

- O Ramon vem pedindo uma reação rápida para a gente. Temos de ficar atentos nesta pressão pós-perda e não gerarmos contra-ataques. Em alguns dos nossos gols, nós conseguimos recuperar a bola no campo adversário. Claro que não dá para marcar forte nos 90 minutos, mas vamos "morder" o adversário e pegar a bola o mais rápido possível - declarou Yago Pikachu.

O camisa 22 também deu uma pista de como será a cara do "novo" Vasco.

- Vamos propor o jogo e tentar não abrir espaço para contra-ataques. Assim, vamos gerar mais oportunidades para a gente - disse.

Pikachu também detalhou como deve ser o seu papel quando o Cruz-Maltino precisar conter o ímpeto do adversário.

- Principalmente na minha posição, se eu perder uma bola vai ter espaço para o cara atacar. Por isso, o Ramon vem conversando com os volantes, pedido para que o Fellipe Bastos ou Raul "segurem" um pouco para que eu tenha essa cobertura. Se acontecer de eu perder a bola, também já pressiono - disse.

Porém, o jogador de 28 anos reconheceu que haverá desafios mais fortes à solidez do Vasco.

- Claro que em alguns momentos do jogo contra um adversário mais qualificado, eles vão avançar. Mas me cobro bastante principalmente nesse lado defensivo, pois exige muito de um lateral. Vamos trabalhar muito diariamente para que esses erros não aconteçam e a gente fique o máximo de tempo com a bola - completou.

Gradativamente, a postura reativa vai saindo de cena em São Januário. É hora de entrar em campo a ansiedade de garantir segurança para que o Cruz-Maltino avance.


















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