Vaticano cria time de futebol feminino

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60% do time é composto por funcionárias do Vaticano (Reprodução/Facebook)
60% do time é composto por funcionárias do Vaticano (Reprodução/Facebook)

Até a sede da Igreja Católica aderiu aos encantos do futebol feminino. A associação Sport in Vaticano anunciou em maio a criação de um time feminino amador, composto basicamente por funcionárias, esposas de funcionários e suas filhas. A estreia será no dia 26 de maio, em amistoso contra a Roma, e a equipe inclusive já recebeu a “benção” do Papa Francisco.

"Nós temos uma equipa masculina há 48 anos, por isso era justo oferecer a mesma oportunidade às mulheres que trabalham dentro do Vaticano para praticar esse esporte”, disse Danilo Zennaro, representante da associação que organiza as atividades esportivas da cidade-estado, ao The Guardian. “Papa Francisco tem dado um considerável impulso às mulheres dentro do Vaticano, por isso esta iniciativa é uma é uma extensão disso.”

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Segundo o jornal italiano Il Messaggero, a maioria das atletas é amadora, mas o elenco terá três jogadoras que já atuaram como profissionais, como a capitã Eugene Tcheugoue, de Camarões.

A gestão do time ficará por conta de Susan Volpini, secretária da Associação Mulheres do Vaticano — que teve a ideia de criar a equipe com base nas palavras do Papa sobre a capacidade das mulheres de fazer transformações positivas em suas comunidades. Já o técnico será Gianfranco Guadagnoli.

"Mesmo os líderes do Vaticano mostraram grande interesse e elogios por esta iniciativa. Além disso, colocamos em prática as diretrizes do Santo Padre, que valoriza a contribuição dos leigos na convicção de que representam uma riqueza para toda a sociedade”, acrescentou Zannaro.

Além do jogo com a Roma, que disputou a primeira divisão do Campeonato Italiano feminino, está previsto um jogo internacional contra alguma seleção local no dia 22 de junho, em Viena. Para ganhar entrosamento, padrão tático e ritmo antes da estreia, as "jogadoras do Papa” estão disputando uma competição organizada pelo Hospital Infantil Bambino Gesù.

“Mesmo se elas perderem de 30 a 0, não importa”, disse Zannaro. "O que importa é que essas mulheres tenham a oportunidade de conhecer jogadoras profissionais. Ganhar ou perder, é tudo sobre criar conexões e fazer amizades.”

Recentemente, o Vaticano lançou outro projeto esportivo, a Athletica Vaticana, equipe de atletismo com cerca de 60 corredores entre padres, freiras, professores, farmacêuticos e outros funcionários da cidade-estado italiana. A ideia do projeto é poder competir em alto nível, sonhando até com vaga na Olimpíada de Tóquio em 2020.

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