Com 'dor e orgulho', Gallardo explica substituições e fala de sentimento após derrota na final da Libertadores

(Foto: ERNESTO BENAVIDES / AFP)
(Foto: ERNESTO BENAVIDES / AFP)


Com muita dor, mas com muito orgulho. Assim saiu Marcelo Gallardo da final da Copa Libertadores deste ano, vencida pelo Flamengo sobre o River Plate, de virada, por 2 a 1, neste sábado, no Estádio Monumental. O técnico do clube lamentou muito os vacilos no final da partida, mas valorizou a boa partida do seu time contra Rubro-Negro, que era tido como favorito para o título.

- A sensação é claramente de dor. Tínhamos a partida. Dor e entender que depois do empate nos golpearam um pouco. Ficar sem nada faltando pouco é duro. Temos que digerir. Hoje nós perdemos. Dói. Sinto orgulho por meus jogadores, por todos que trabalham comigo, pelos torcedores que fizeram esforço para estar aqui. Estivemos quase. Jogamos contra um grande rival. Sinto que fizemos a partida que tínhamos que fazer. Soubemos anular o poderio do Flamengo e depois nos custou tomar boas decisões no segundo tempo para definir. Orgulhoso dos meus jogadores. Eles têm que estar com o peito e a cabeça erguida. Eles jogaram um bom jogo - disse Gallardo, em entrevista coletiva, após a partida em Lima, antes de completar:

- Podemos fazer uma análise, mas você precisa ir aos fatos. Nos últimos cinco minutos, perdemos o jogo. Claramente, quando falo de orgulho que, em linhas gerais diante de um grande rival, supostamente favorito de muitos e com supremacia, isso não foi visto contra nós. Pelo bom trabalho de River por oitenta minutos. Falhamos em nos defender com a bola de uma maneira melhor. Nada mais. É injusto medirmos essa derrota. Dói porque você ficou sem nada, o troféu escapa de você. Às vezes temos que vencer muitas vezes. Hoje perdemos. Você tem que saber como perder. É o caminho mais triste. Você não era nada. Você tem que saber como perder com nobreza.



Perguntado sobre as mudanças que fez durante o segundo tempo, que fizeram o time perder o ritmo no fim da partida, Gallardo explicou foi "obrigado" a fazer duas das três alterações.

- A entrada de Julian foi porque precisava de energia, para não recuar. Nacho estava muito cansado. Procurei energias em um jovem jogador, que poderia fazer isso. Eu tive duas mudanças obrigatórias, tanto Borré quanto Casco. Ficamos um pouco com as possibilidades de ver outras opções. Casco não esperava por isso. Tivemos que optar por fazer duas modificações quase ao mesmo tempo



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