Com alta de combustíveis, cresce a procura por gás natural

Redação Finanças
·2 minuto de leitura
Gasolina teve alta de 54% nas refinarias nos primeiros três meses do ano
Gasolina teve alta de 54% nas refinarias nos primeiros três meses do ano
  • Instalação de kit-GNV aumentou 15% no país

  • Motivo é aumento do preço gasolina e do etanol

  • Gasolina teve aumento de 54% nas refinarias no primeiro trimestre

Com a alta acumulada de 54% do preço da gasolina nas refinarias nos três primeiros meses de 2021, uma alternativa encontrada pelos motoristas é usar o GNV (Gás Natural Veicular). Com isso, as instalações de kit-GNV nos primeiros três meses do ano cresceu 15% no país e 11% no estado do Rio de Janeiro, segundo a Gerência de Petróleo, Gás e Naval da Federação das Indústrias fluminenses da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). As informações são de O Globo.

Leia também:

A Firjan lembra que a cada real gasto com GNV, o motorista pode dirigir duas vezes mais do que quando abastecido com gasolina e o etanol sem precisar abastecer. Se o dono do carro mora do estado do Rio, o benefício é maior e dá para rodar 2,5 vezes mais.

Entretanto, em maio esse valor vai mudar, já que o preço de venda do gás natural para as distribuidoras será 39% maior, segundo anúncio feito pela Petrobras na manhã desta segunda-feira (5)

Preço mais baixo

O preço no posto também é mais barato e faz a mudança compensar mais ainda. Na cidade do Rio de Janeiro, a média de preço da gasolina comum é de R$ 6, segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo). Enquanto isso, o valor médio do GNV é mais de 50% menor e sai por R$S 2,99.

Além de render mais, o preço nas bombas também é mais baixo. No município do Rio, por exemplo, enquanto a gasolina comum sai em média por R$ 6, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o GNV tem preço médio de R$ 2,99. A diferença é de mais de 50%.

IPVA mais barato

Donos de carros movidos a GNV têm desconto no IPVA (Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores) em alguns estados, como o Rio de Janeiro. O pagamento não é dos 4% da alíquota convencional, mas de 1,5%