Com 5% da população vacinada, Bolsonaro diz que quem pede mais imunizantes é “mau caráter ou imbecil”

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Brazilian President Jair Bolsonaro speaks during the sanction of the law that authorizes states, municipalities and the private sector to buy vaccines against COVID-19, at the Planalto Palace in Brasilia, on March 10, 2021. - Until now, with more than 260,000 deaths by the coronavirus, only the federal Government was authorized to buy vaccines. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro não acredita que faça sentido cobrar mais vacinas (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)
  • Presidente Jair Bolsonaro chamou de "imbecil" quem cobra mais vacinas

  • Previsão do presidente é de que país receba 400 milhões de doses da vacina em 2021

  • Brasil vacinou cerca de 5% da população

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que pessoas que pedem a compra de mais vacinas é “mau caráter ou imbecil”. Segundo o mandatário, a previsão que, ainda em 2021, o Brasil tenha 400 milhões de doses de vacina contra a covid-19.

“A previsão desse ano é termos 400 milhões de doses, aí o cara fala ‘quero vacina! Cadê a vacina?’, ou o cara é mal intencionado, mau caráter, ou é um imbecil, não consegue acompanhar. É impressionante. Pô, critica em cima da matéria, justo, sem problema nenhum, sou passível de erro, quem nunca errou na vida?”, disse.

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Atualmente, o Brasil vacinou 5,06% da população com pelo menos uma dose, ou seja, 10,7 milhões de pessoas. Entre elas, 3,9 milhões já tomaram as duas doses. A vacinação em diversos estados do país está caminhando a passos lentos pela falta de doses suficientes.

Lote suspeito Oxford

Na fala, Bolsonaro mencionou a questão da vacina Oxford/AstraZeneca contra a covid-19. Países como Alemanha, Itália e França suspenderam o uso do imunizante por possíveis efeitos colaterais, como a formação de coágulos.

Bolsonaro, que apostou na vacina e importou a tecnologia para ser usada na Fiocruz, chamou a situação de “suspeita”. O Brasil também aplica o imunizante.

A Organização Mundial da Saúde garantiu que a vacina Oxford/AstraZeneca é segura.

As suspensões começaram após casos de morte por trombose na Dinamarca e na Áustria, e se ampliaram apesar de recomendações contrárias tanto da OMS (Organização Mundial da Saúde) quanto da EMA (agência regulatória europeia).

A Organização Mundial da Saúde nega que haja ligação comprovada entre os efeitos adversos e aplicação da vacina. Por isso, as pessoas não devem entrar em pânico.

Na terça-feira (16), a presidente da Fiocruz, que produz a vacina de Oxford no Brasil, minimizou a decisão dos países europeus. Para ela, houve cautela, mas é preciso observar os efeitos.

"É importantíssimo dizer que faz parte da cautela essa avaliação de todas as vacinas. Nós na Fiocruz temos ampla experiência com esse tipo de farmacovigilância e frisamos que tanto a agencia europeia EMA quanto a Organização Mundial da Saúde não recomendaram a interrupção da vacinação", afirmou durante reunião virtual da comissão externa da Câmara que acompanha as medidas de enfrentamento da Covid-19.