Colômbia pede "suspensão imediata" de árbitros do jogo contra o Brasil

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O árbitro argentino Nestor Pitana conversa com jogadores durante a partida da fase de grupos da Copa América entre Brasil e Colômbia, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, em 23 de junho de 2021

A Federação Colombiana de Futebol solicitou nesta quinta-feira a "suspensão imediata" dos árbitros que dirigiram a partida contra o Brasil pela Copa América-2021, comandada pelo argentino Néstor Pitana, ao considerarem que tiveram um impacto "direto" na derrota de 2 a 1 da seleção 'Tricolor'.

"A FCF pediu à Conmebol a suspensão imediata dos árbitros da partida", disputada na quarta-feira, no Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pela penúltima rodada do Grupo B, informou um comunicado.

A FCF informou que apresentou uma nota de protesto perante o órgão dirigente do futebol sul-americano quando considerou errada a validação do gol que deu o empate provisoriamente para a seleção brasileira contra os 'cafeteros'.

Os brasileiros empataram aos 78 minutos com uma cabeçada de Roberto Firmino em que o goleiro David Ospina falhou.

Embora o gol tivesse sido legítimo, a jogada foi precedida por um lance polêmico em que um passe de Neymar desviou em Pitana e a bola sobrou para Lucas Paquetá, que estava em uma posição contrária ao destino original do passe. O meia do Lyon tocou para Renan Lodi, que cruzou para a cabeçada de Firmino.

Os colombianos protestaram com veemência que o jogo deveria ter sido reiniciado com uma bola ao chão. Mas Pitana deu continuidade após consultar por sete minutos os árbitros do VAR, seus compatriotas Mauro Vigliano e Facundo Tello.

"Do VAR chegaram até a indicar ao árbitro que o passe do jogador brasileiro que bateu no árbitro ia ser recebido por um colombiano. O juiz central e os árbitros do VAR decidiram omitir a aplicação da regra 9 das regras do jogo, incidindo de maneira direta no desfecho da partida", acrescentou a FCF.

- Apoio da Conmebol -

A Conmebol divulgou na quarta-feira um vídeo no qual apoia a decisão de Pitana e dos juízes do VAR, considerando que aplicaram corretamente a Regra 9, que estabelece em que circunstâncias o jogo deve ser reiniciado com um lançamento de bola ao chão após a bola bater no árbitro.

O jogador brasileiro "joga lateralmente, não construindo um ataque promissor, o árbitro permite que o jogo continue tomando uma decisão que esteja de acordo com as regras do jogo já que a bola não vai direto para o gol, não muda a posse e não inicia um ataque promissor que são as três ações pelas quais o jogo deve ser interrompido e retomado com uma bola ao chão", explica uma voz em off na reprodução.

No entanto, vários analistas de arbitragem divergem na interpretação dos regulamentos feitos pelos juízes argentinos.

"O jogador brasileiro faz um passe em profundidade, o jogador brasileiro está na linha do mesmo e atrás dele tem um zagueiro [colombiano] que conseguiu interceptar esse passe, ele não faz porque a bola bate em Pitana e volta para o jogador brasileiro", explicou o ex-árbitro mexicano Marco Antonio "Chiquimarco" Rodríguez em um vídeo postado em sua conta no Twitter.

"Se a bola atinge o árbitro e daí origina um ataque promissor, como foi o caso, esse gol nunca poderia ser considerado válido (...) É inconcebível para um árbitro da categoria de Pitana, que já apitou uma final de Copa do Mundo (Rússia-2018), que um erro dessa magnitude tenha lhe ocorrido em uma Copa América", acrescentou o ex-juiz que também apitou em Mundial.

Apesar da derrota, selada com uma cabeçada de Casemiro nos acréscimos, a Colômbia se classificou para as quartas de final da Copa América, enquanto o líder e já classificado Brasil conseguiu fazer uma campanha 100% de três vitórias em três partidas.

raa/ol/aam

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