COI propõe criar órgão independente na cruzada contra doping

Presidente do COI, Thomas Bach, durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (AP)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O COI (Comitê Olímpico Internacional) está propondo a criação de um órgão independente na cruzada contra o doping. Atualmente a Wada (Agência Mundial Antidoping) é responsável por criar a regulamentação, conduzir os procedimentos, aplicar as sanções. O comunicado oficial foi feito nesta quinta-feira (16) pela entidade.

De acordo com o COI, a Autoridade Independente de Testes (ITA, na sigla em inglês) desenvolveria junto a cada Federação Internacional um plano de distribuição de exames, não apenas por esportes, mas também por disciplinas, como ginástica rítmica, artística e de trampolim, por exemplo. Este plano conteria um número mínimo de testes que precisaria ser feito por qualquer atletas que desejasse participar em Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos.

Os competidores que não realizassem esta quantidade de exames estariam automaticamente inelegíveis para as disputas. Pela proposta, a Wada não perderia todo seu poder. Ela seria a responsável por cobrar dos Comitês Olímpico Nacionais (NOCs) a implementação correta do programa de testes e teria representantes no conselho da ITA. Dito conselho teria também representantes de autoridades públicas, do movimento olímpico e atletas.

De acordo com o COI, as punições aos que violarem a lei antidoping (atletas, oficiais, médicos, etc…) seriam aplicadas pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) após cumprido os procedimentos no ITA com consentimento da Wada. O COI sugere também mediadas para fortalecimento da Wada e uma representatividade igual dentro da entidade para federações, atletas, etc. Propõe ainda que haja um presidente um vice-presidente que não tenha relação com nenhum governo ou entidade esportiva.