COI propõe órgão independente para ajudar no combate ao doping

Nesta quinta-feira, o Comitê Olímpico Internacional (COI) emitiu um comunicado oficial sobre uma proposta da Comissão Executiva da entidade. A intenção é criar um órgão independente de regulamentação do doping. A Wada, Agência Mundial Antidoping, cuida do assunto atualmente.

O COI propõe a criação do chamado ITA, Autoridade Independente de Testes. De acordo com o Comitê, a ITA atuaria junto com as Federações Internacionais a fim de desenvolver um Plano Internacional de Distribuição de Testes (ITDP), que seria imposto não só por esporte, mas por disciplina.

Dessa maneira, os atletas que disputam Campeonatos Mundial e Jogos Olímpicos teriam que ser submetidos a um número mínimo de exames e, caso não cumprissem a meta, seriam proibidos de atuar nas duas competições.

Além disso, as Organizações Nacionais Antidoping (Nado) seriam as responsáveis por executar estes testes, a mando da ITA, além de garantir que os exames fossem realizados independentemente de interesses nacionais.

A ITA será composta por um conselho, que inclui autoridades, membros do Movimento Olímpico, da Wada e atletas. E aqueles que fossem pegos no doping deveriam ser submetidos ao julgamento do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), a fim de que se siga “os princípios democráticos da separação de poderes”.

COI elogia legado dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

Também nesta quinta, o Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou um relatório de quatro páginas destacando os legados dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, realizados em agosto, para a capital carioca. A entidade exalta os benefícios que abrangem locais, infraestrutura de transporte e projetos educacionais e de desenvolvimento.

Durante entrevista coletiva em PyeongChang, na Coreia do Sul, sede dos Jogos Olímpicos do Inverno de 2018, o diretor executivo do COI para Olimpíadas, Christophe Dubi, fez importantes declarações a respeito do legado do evento do último ano, e o quanto ele foi importante na vida da população da cidade.

“A cidade foi transformada, assim como a vida dos cidadãos. Eles têm um sistema de transporte, de esgoto e uma qualidade de água muito melhores. Além disso, teve um impacto positivo no turismo, com uma infraestrutura melhor. Sua vida foi transformada, é uma mensagem de sucesso e orgulho”, disse.

Além disso, Christophe destacou que acredita que o Parque Olímpico da Barra da Tijuca será utilizado para a prática de esportes no País, ainda que não esteja recebendo eventos atualmente. O diretor do COI destacou que nem todos os locais tiveram uso logo após os Jogos, uma vez que o processo leva tempo e isso é normal.

“Esses locais serão usados ou desmantelados, é uma questão de tempo. Mas se você levar em conta a situação de Londres, a transformação do Parque Olímpico, que está em uma localização fantástica na cidade, levou muitos anos. Cada local tem um design usado para o futuro, seja para o público em geral ou para as equipes do Brasil. Para algumas, o trabalho está em andamento, e o Parque estará totalmente pronto até julho”, completou o dirigente.